domingo, setembro 19, 2004

Fojo e Parcimônia


Outro dia me perguntaram o significado de parcimônia. Achei que fosse "cuidado", mas não disse porque não tinha certeza. Um colega arriscou "ponderação". Ambos estavam errados. Segundo o Aurélio parcimônia vem do latim parcimonia (de parcu, parco) e significa ato ou costume de economizar, poupar, ou economia, poupança, moderação nos gastos e na alimentação. O interessante é que é uma palavra que devo ter lido algumas vezes. Talvez tenha ouvido, não sei. Mas não fixei seu significado. É uma palavra pouco usada, senão em desuso, pelo menos em São Paulo, nas últimas décadas. E assim há muitas palavras em muitos idiomas. As línguas são muito dinâmicas, estão constantemente se modificando. Palavras nascem e morrem, ou têm seu significado completamente modificado e até mesmo invertido. Uma vez achei que aprenderia melhor um idioma conhecendo sua base - as palavras. Até aqui, raciocínio correto. E para conhecer as palavras, nada melhor que um glossário, um vocabulário. Mas aí começam os problemas. Vocabulário de qual região e de qual época? Uma vez, para mostrar sapiência, disse uma certa palavra a um professor de alemão, e ele, para minha surpresa, disse-me que nunca tinha ouvido tal palavra. Mas eu a tinha visto em um dicionário de alemão! Seria o mesmo que um americano me perguntasse o que é fojo. Você sabe o que é? Eu não sei. Mas está no Aurélio. Seremos nós menos fluentes em português (do Brasil) porque não conhecemos esta palavra?

domingo, setembro 12, 2004

Até onde um sonho pode te levar?


O Caminho das Nuvens deixa a gente "na mão" no final, mas é um road movie inesquecível, principalmente a cena da Cláudia Abreu cantando "Como é grande o meu amor por você", do Roberto e do Erasmo Carlos.

terça-feira, setembro 07, 2004

Pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo


Fui ver "Olga", do Jayme Monjardim, baseado no livro do Fernando Morais (Companhia das Letras, 1984, 1993, 1994). O filme enfoca a vida pessoal de Olga Benario. Os críticos aparentemente prefeririam que enfocasse mais os aspectos históricos e políticos, e alguns deles o consideram mais TV do que cinema por usar e abusar de closes e de música para reforçar as emoções. De qualquer modo, acho que vale a pena vê-lo. É o cinema nacional revitalizado. E tenho a impressão de que deverá ter uma boa aceitação em Hollywood, caso seja indicado a Oscar de melhor filme estrangeiro.


Em tempo, só para constar: não estava fazendo nada mesmo, então fui à Festa das Flores e Morangos de Atibaia.