domingo, agosto 21, 2005

O Sabotador


Não, não é o Buratti. É o filme do Hitchcock que vi na TCM (Saboteur, 1942). Nele, Barry Kane (Robert Cummings), que trabalha em uma fábrica de aviões, tem que fugir quando é acusado por engano de sabotagem por ter supostamente iniciado um incêndio que matou seu melhor amigo. Na fuga, conhece a modelo loira Patricia Martin (Priscilla Lane), com quem persegue o verdadeiro sabotador, Frank Fry (Norman Lloyd). A cena da sabotagem do navio Normandie no cais de Nova York é real. Mas foi a Máfia que fez a sabotagem, e não os nazistas. A Máfia queria que o governo a pagasse por proteção contra as sabotagens nazistas. A Marinha americana tentou convencer o mestre do suspense a tirar aquela cena do filme, mas Hitchcock a manteve. O mestre claramente toma partido contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. E termina o suspense filmando na Estátua da Liberdade, que é um símbolo nacional. Mais tarde, ele mostrou o Mount Rushmore, com as faces esculpidas de quatro presidentes americanos, em "Intriga Internacional" (North by Northwest, 1959).

quinta-feira, agosto 18, 2005

O que é isto, companheiros?


Concordo que todo mundo é inocente até que se prove o contrário. Mas depois que o Hélio Bicudo, petista histórico, afirmou à revista Veja que Lula é mestre em esconder a sujeira embaixo do tapete, só posso concluir uma coisa. No mínimo, o presidente sabia de todo esquema do mensalão e optou por não fazer nada a respeito.
Tenho aguardado os fatos para formar uma opinião definitiva. Mas também não acho adequado só me pronunciar no final do processo, como se tivesse receio em dar uma opinião em determinado momento, como se tivesse receio de errar. Tudo indica que a cúpula do PT, o pessoal do Campo Majoritário, e o chamado núcleo duro do governo, todos jogaram a biografia que tinham na lata de lixo, junto com a bandeira da ética e da moralidade. É como ouvi desde pequeno: "diga-me com quem andas e te direi quem és". Campanha eleitoral feita pelo Duda Mendonça, que tinha feito anteriormente a campanha do Maluf. Aliança com o PL, o PP, o PTB, partidos fisiológicos. Política econômica voltada apenas ao "mercado". Tinha que haver alguma coisa errada, não? Essa história toda me lembra o final do livro "A Revolução dos Bichos" (Animal Farm, George Orwell, 1945), que é mais ou menos assim: "no final não dava mais para saber quem era homem e quem era porco".

terça-feira, agosto 16, 2005

Hitchcock na TV


Este mês o TCM (Turner Classic Movies, canal de filmes clássicos) exibe vários clássicos do mestre do suspense. Domingo passou "Um Corpo Que Cai" às 20 horas e "Cortina Rasgada" à meia noite. Ontem, segunda, "A Sombra de Uma Dúvida" e "O Sabotador". Este último eu não tinha visto. Por sorte, gravei. E, assim que assistir, vou comentar aqui. A boa notícia é que não vamos precisar alugar nem comprar estes filmes para ver neste mês. Pena que é só para quem tem TV paga, que tem o TCM incluído no pacote. Não perca "Psicose" e "Os Pássaros"! Confira a programação em

http://www.tcmla.com/pt/programming/

domingo, agosto 14, 2005

Alfred Hitchcock The Signature Collection


Tive a sorte de ver 3 filmes da coleção "Alfred Hitchcock - The Signature Collection" e decidi comentá-los aqui. Juro que os títulos nada têm a ver com a atual crise política tupiniquim.

  • "Suspeita" (Suspicion, 1941) é um suspense noir sobre uma mulher que desconfia o tempo todo que seu marido planeja matá-la para ficar com a herança e quitar dívidas. Ela é Lina (Joan Fontaine, belíssima). Ele, Johnnie (Cary Grant, o ator preferido do mestre). O roteiro original colocava Johnnie como culpado, mas o estúdio vetou essa alternativa alegando que o público não aceitaria Cary Grant como assassino. A cena de Johnnie levando para Lina um copo de leite possivelmente envenenado vai ficar para sempre na memória de quem gosta de cinema.
  • "Pavor nos Bastidores" (Stage Fright, 1950) é, se bem me lembro, o único filme que vi com a lendária Marlene Dietrich. Mas quem rouba a cena é a Jane Wyman, que interpreta a estudante de teatro Eve, que faz de tudo para inocentar o amigo Jonathan (Richard Todd), acusado de ter assassinado o marido da grande estrela dos palcos Charlotte Inwood (Marlene Dietrich). O filme começa mostrando as cortinas de um palco de teatro sendo erguidas e ao fundo se vê aos poucos surgir a cidade de Londres. Aí vemos Eve dirigindo um carro enquanto Jonathan lhe conta como se envolveu no mencionado assassinato. Detalhe: quem dirige, na verdade, é a própria filha do mestre, Patricia Hitchcock, que interpreta Chubby, amiga de Eve. E ao revelar o que aconteceu, Jonathan protagoniza um falso flash back, considerado por alguns uma falha do mestre.
  • "A Tortura do Silêncio" (I confess, 1953) é o drama do padre Logan (Montgomery Clift), que ouve a confissão de um assassino, mas pelas normas da Igreja não pode revelar este segredo de confissão nem mesmo quando evidências circunstanciais o apontam como o principal suspeito. Como sempre, há uma bela loira na estória, que dessa vez é Anne Baxter, interpretando Ruth, ex-namorada ainda apaixonada pelo padre. Como ele tinha ido para a guerra, ela se casou com Pierre (Roger Dann), o patrão bonzinho. O rapaz volta da guerra e se torna padre. Bom, imagine o que vai acontecer depois. Ou melhor, assista o filme, que vale a pena. Mais uma vez o mestre enfrenta críticas e censura por citar coisas que poderiam não agradar ao público americano naquela época.

Crianças e Adolescentes Desaparecidos


Se você recebe de vez em quando aqueles e-mails sobre crianças e adolescentes desaparecidos e quer se certificar de que não é apenas spam, confira neste site do Ministério da Justiça:
http://www2.mj.gov.br/desaparecidos/

Deputado Miguel Arraes morre aos 88, em Recife


"Ícone da velha esquerda, Arraes morre em Pernambuco" é a manchete da Folha. Só vou comentar o que vem a seguir, sobre Miguel Arraes (de Alencar), presidente nacional do PSB, Partido Socialista Brasileiro:

Há homens que lutam um dia e são bons.
Há outros que lutam um ano e são melhores.
Há os que lutam muitos anos e são muito bons.
Porém há os que lutam toda a vida. Esses são os imprescindíveis.

Bertolt Brecht

sábado, agosto 06, 2005

Nos EUA, 57% aprovam ataque a Hiroshima


Não bastasse o país mais rico do mundo ter cometido um dos maiores crimes contra a humanidade, ainda hoje a maioria de seus habitantes aprova tal barbárie. Que absurdo! Essa é a manchete da Folha hoje. E o MAC (Museu de Arte Contemporânea), no Ibirapuera, tem até 9 de outubro a exposição gratuita "Hiroshima - Testemunhos e Diálogos". Imagens valem mais do que palavras.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Proibição para arma tem o apoio de 80%


Esta é a manchete na seção Cotidiano da Folha nesta segunda-feira. E hoje começa oficialmente a campanha do referendo de 23 de outubro (por engano, afirmei 2 de outubro no post anterior sobre desarmamento). Sou a favor do desarmamento, mas concordo que só desarmar não basta para se reduzir a violência. E acho que outras medidas estão sendo ou deverão ser tomadas para que este problema diminua cada vez mais. Não quero entrar em detalhes porque não me considero competente para falar deste tema com propriedade. Provavelmente estaria sendo simplista ou tendencioso. Sugiro a leitura deste artigo da Cláudia Collucci na Folha: "Só desarmar não basta, dizem especialistas".

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...