domingo, janeiro 28, 2007

A Corrente do Bem

Tanta gente aconselhou que resolvi ver "A Corrente do Bem" (Pay It Forward, 2000, Mimi Leder). Bem, o filme não é extraordinário. É até meio piegas, mas vale a pena, principalmente pelas atuações do Kevin Spacey - o professor Simonet de Estudos Sociais, da Helen Hunt - Arlene, a moça simples que tem dois empregos e um problema com a bebida, e do Haley Joel Osment - Trevor, o garoto que tenta colocar em prática uma idéia para melhorar o mundo. Osment esteve melhor em "O Sexto Sentido" (The Sixth Sense, 1999, M.Night Shyamalan) e em "Inteligência Artificial"' (Artificial Intelligence: AI, 2001, Steven Spielberg) . Spacey está longe do que foi em "Os Suspeitos" (The Usual Suspects, 1995, Bryan Singer), "Seven" (Se7en, 1995, David Fincher), "Los Angeles: Cidade Proibida" (L.A. Confidential, 1997, Curtis Hanson) e "Beleza Americana" (American Beauty, 1999, Sam Mendes). E a Helen Hunt não está tão magnífica como esteve em "Melhor Impossível" (As Good as It Gets , 1997, James L. Brooks). Embora este não seja o melhor filme desse trio, de qualquer forma foi ótimo vê-los atuando. Cabe lembrar que um bom filme não é apenas aquele de que gostamos. Não é simples definir o que é um bom filme, mas certamente é o resultado de um trabalho de equipe, que depende do produtor, do roteirista, do diretor e dos atores, entre tantos profissionais.

Chinatown

Gosto de rever velhos clássicos do cinema. Ontem foi a vez de "Chinatown" (1974), o melhor filme do Polanski. É um filme de suspense, mistério, crime, ... classificado como "neo noir". Aliás, tem no elenco um dos mestres diretores do film noir, John Huston, que interpreta Noah Cross, o todo-poderoso pai da "femme fatale" Evelyn (Faye Dunaway). Falando em diretor, o próprio Polanski faz uma ponta como um "capanga" que, com uma faca, corta o nariz do detetive particular Gittes (Jack Nicholson) . O final tem um toque próprio do Polanski, fugindo do roteiro de Robert Towne e do objetivo do produtor Robert Evans, que queria um final feliz. Resumindo: é um filme indispensável em qualquer coleção e sem dúvida um dos melhores de todos os tempos. Ah, ia esquecendo: preste atenção na música fantástica do Jerry Goldsmith - que também compôs a trilha sonora de "Alien, o 8º Passageiro" (Alien, 1979, Ridley Scott) e "Los Angeles: Cidade Proibida" (L.A. Confidential, 1997, Curtis Hanson).

domingo, janeiro 14, 2007

Governo dos EUA sabia de tortura no Brasil

O caderno Brasil da Folha de hoje traz uma matéria com o título acima, informando que o embaixador americano em Brasília do período Nixon (1969-1974), John Hugh Crimmins, detalhou violações dos direitos humanos, mas sua prioridade eram os ganhos na venda de equipamento militar ao Brasil. Documentos secretos da diplomacia americana revelados após 32 anos mostram que o governo Nixon sabia da tortura no Brasil, mas não tornou público este fato e nem cortou os créditos financeiros ao Brasil como forma de retaliação, o que seria esperado dos "defensores da democracia e da liberdade no mundo". O mais importante naquele momento era prover equipamento, treinamento e doutrina para as Forças Armadas do Brasil. Bem entendido.
Outro artigo informa que os mortos pelo regime militar somam 376. Para saber mais:

Esta é a Folha, que não dava para não ler - antes do período eleitoral!

sábado, janeiro 13, 2007

Sob o Sol da Toscana

Outro filme de 2003, "Sob o Sol da Toscana" (Under the Tuscan Sun), adaptado e dirigido pela Audrey Wells, é uma comédia romântica estilo "água com açúcar", mas que vale ser vista. A crítica e escritora americana Frances (Diane Lane) resolve mudar de país, comprar e reconstruir uma casa velha numa cidedezinha da Toscana. No fundo, ela está mudando e reconstruindo sua própria vida, depois de um inesperado divórcio. Audrey tempera bem humor e emoção, mostrando a simplicidade e a beleza do interior da Itália, florida e ensolarada. E foi feliz nas citações ao mestre Federico Fellini, principalmente "A Doce Vida" (La Dolce Vita, 1960) e "Noites de Cabíria" (Le Notti di Cabiria, 1957). Para ver com alguém que você goste muito.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Adeus Lênin!

"Adeus Lênin!" (Good Bye Lenin!, 2003, Wolfgang Becker) é uma grata surpresa do cinema alemão. Foi o filme mais visto na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com diversas indicações e prêmios. Basicamente é a estória da dedicação de um filho a uma mãe. Christiane Kerner (Kathrin Sass) era militante devotada ao socialismo da antiga República Democrática Alemã, mas de repente sofre um enfarto e fica em coma durante meses. Nesse período, cai o Muro de Berlim e a Alemanha é reunificada. Ao voltar do coma, com receio de que ela não suporte a todas aquelas mudanças, seu filho Alex (Daniel Brühl) faz de tudo para esconder dela a nova situação do país. É um drama familiar e ao mesmo tempo uma comédia inteligente, tendo como pano de fundo a história recente da Alemanha. É um filme simples, do estilo "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça", que faz rir, chorar e pensar. E pensar bastante. Excelente cinema.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Pearl Harbor

Ontem vi "A um Passo da Eternidade" (From Here to Eternity, 1953, Fred Zinnemann), filme muito melhor do que o caríssimo "Pearl Harbor" (Pearl Harbor, 2001, Michael Bay), sobre o ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941. Não enfoca propriamente o ataque, já que se trata mais de um drama romântico do que um filme de guerra. Talvez o melhor filme de guerra sobre esse ataque seja o "Tora! Tora! Tora!" (Tora! Tora! Tora!, 1970, Kinji Fukasaku e Richard Fleischer). O destaque de "A um Passo da Eternidade" é seu elenco: Burt Lancaster, Deborah Kerr, Montgomery Clift (o padre Logan de I Confess, 1953, Hitchcock), Donna Reed, Frank Sinatra (considerado o maior cantor do século 20), Ernest Borgnine, Jack Warden e George Reeves, o Clark Kent do seriado de TV "As Aventuras do Super-Homem" (Adventures of Superman, 1952-1958, Thomas Carr e outros). Exemplo de que nem sempre o filme mais novo é melhor. Ah, sim, o filme mais novo geralmente tem mais efeitos especiais e muito mais dólares envolvidos.

Feliz 2007!

Este ano não vai ser tão movimentado como o ano passado, mas destaco dois eventos esportivos:

Então boa torcida, muita saúde, paz e sucesso para nós todos em 2007.

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...