segunda-feira, setembro 28, 2009

Memórias Reveladas

O governo federal lançou ontem uma campanha nacional para a doação de documentos do regime militar de forma que a sociedade possa reconstruir a história do país durante aquele período de trevas (1964 a 1985).
Chamou-me a atenção a qualidade da campanha na TV e os sites da campanha Memórias Reveladas e do próprio Arquivo Nacional.
O Arquivo Público do Estado de São Paulo dá acesso direto à documentação (prontuários e dossiês) do acervo do famigerado DEOPS, que foi transformado no Memorial da Resistência e está expondo a mostra "A luta pela Anistia - 1964 - ?" até 18 de outubro.
Lembre-se: quem não conhece o passado está condenado a repeti-lo. Não perca!

domingo, setembro 27, 2009

Ouro Preto

Ouro Preto-MG é uma cidade especial, patrimônio cultural da humanidade, com igrejas, capelas, oratórios, chafarizes, monumentos, praças, casarões e museus.
De 18 igrejas e capelas, duas são imperdíveis. A primeira foto ao lado mostra a Matriz de N.S. do Pilar, de 1733, que é a igreja mais rica do estado em ouro (434kg!) e tem anexo um museu de arte sacra. A segunda foto, com o pico do Itacolomi à esquerda e ao fundo, mostra a igreja de São Francisco de Assis, erguida entre 1766 e 1812, uma das igrejas mais bonitas do estado.
De 8 museus, destaca-se a metade: o Museu da Inconfidência (ver terceira foto, ao lado), o Museu do Oratório (ao lado da igreja do Carmo), a Casa dos Contos, e o Museu das Reduções (que fica no distrito de Amarantina).
Além de ter o maior conjunto arquitetônico do nosso barroco, Ouro Preto também oferece opções de ecoturismo: a Estação Ecológica do Tripuí, o Parque Municipal da Cachoeira das Andorinhas e o Parque Estadual do Itacolomi, além da Estrada Real com seus principais caminhos (Velho, Novo e dos Diamantes).
E não poderia deixar de citar o artesanato e a gastronomia da região. Na última foto estou na varanda do restaurante Casa do Ouvidor, na Rua Direita, onde apreciei um feijão tropeiro acompanhado de caipirinha e finalizado com doce de leite e ambrosia.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Séries de TV

Meus amigos sabem que gosto muito de cinema. Mas não vejo o cinema apenas como diversão. Por isso não é comum me ver todos os fins de semana entrar em salas de projeção carregando refrigerante e pipoca. Costumo selecionar o que vou ver. E na maioria das vezes escolho pelo diretor, quase nunca pelos atores, algumas vezes pela temática. Exemplo: se é filme do Woody Allen ou do Clint Eastwood, vou ver, não importa com quem é, de quem é o roteiro, sobre o que é, nem mesmo o nome do filme.
Na TV, não vejo novelas. Para não dizer que nunca acompanhei nenhuma, confesso que vi a maior parte dos capítulos de "Roque Santeiro" (1985, Gonzaga Blota, Jayme Monjardim, Marcos Paulo, Paulo Ubiratan) por causa do Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e da Porcina (Regina Duarte); e de "Vamp" (1991, Jorge Fernando, Carlos Manga Jr., Fábio Sabag) por causa do Vlad Polansk (Ney Latorraca) e da Natasha (Claudia Ohana). Temos de admitir que a Globo produziu belas novelas. Hoje nem passo perto. Ao mesmo tempo em que evoluíram muito os recursos técnicos, o nível de qualidade caiu demais, em minha opinião.
Aprecio mini-séries, mas vi inteiramente poucas. Destacaria apenas "Anos Rebeldes” (1992, Denis Carvalho, Silvio Tendler, Ivan Zetel) do Gilberto Braga; e “O Auto da Compadecida" (1999, Guel Arraes) do Ariano Suassuna.
Confesso que torcia o nariz quando alguém mencionava as séries habituais das TV's pagas. Mesmo assim, por causa das recordações dos tempos de menino, adquiri algumas séries antigas: "Perdidos no Espaço" (Lost in Space, 1965, Irwin Allen, 3 temporadas), "Jornada nas Estrelas" (Star Trek, 1966, Gene Roddenberry, 3 temporadas) e "Speed Racer" (Mahha GoGoGo, 1967, Tatsuo Yoshida, 1 temporada). No entanto, ultimamente alguns amigos chamaram minha atenção falando bem de uma série e de outra. Resolvi fazer um teste. Escolhi uma série da HBO - "True Blood". E não é que gostei? O preconceito caiu por terra. Agora não quero perder capítulo nenhum. Até pedi para uma amiga gravar alguns episódios enquanto eu viajava. O mundo dá muitas voltas mesmo. Não que eu vá seguir alguma novela da Globo. Deus me livre. Mas estou empolgado com as séries estrangeiras. Cito algumas que comecei a ver ou verei logo:
"Oz - A Vida É Uma Prisão" (Oz, 1997, 6 temporadas)
"A Família Soprano" (The Sopranos, 1999, 6 temporadas)
"The Office" (2001, britânica, 3 temporadas)
"Band Of Brothers" (2001, 1 temporada)
"Scrubs" (2001, 9 temporadas)
"A Sete Palmos" (Six Feet Under, 2001), do Alan Ball (de "True Blood")
"Battlestar Galactica" (2004, 4 temporadas)
"Deadwood" (2004, 3 temporadas)
"House" (House M.D., 2004, 6 temporadas)
"Lost" (2004, 6 temporadas)
"The Office - An American Workplace" (2005, 6 temporadas)
"Roma" (Rome, 2005, 2 temporadas)
Tenho certeza que poderei recomendar a maioria delas, senão todas. Mesmo que algumas sejam mera diversão. Será muito sofá, pipoca e guaraná (para não mencionar aquela bebida imperialista).

domingo, setembro 13, 2009

Pico do Gavião





O Pico do Gavião (1663m) é o ponto culminante da Serra do Caracol, bem na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Fica a cerca de 20 km de Águas da Prata-SP (17 km em estrada de terra) e à mesma distância de Andradas-MG (12km de terra). É um mirante com vista de 360° e rampas para vôo livre de asa delta e parapente. Vale a pena visitá-lo, nem que seja para mera contemplação caso não esteja disposto a desenbolsar cerca de R$100 em um vôo duplo. Curiosidade: a estrada de terra que leva ao pico tem um formato que lembra um gavião, vista de cima. Em caso de chuva, recomendo ir com veículo que tenha tração 4x4. Veja algumas fotos e clique nos links para saber mais.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Direita e esquerda - capítulo 1

Outro dia recebi um spam contando uma estorinha na qual o pai rico diz à filha universitária que acha que é de esquerda: “bem-vinda à direita!”. Essa conclusão ocorreu porque a filha se recusou a doar parte da nota a uma colega, assim como o pai não distribui sua riqueza à sociedade. Na mesma fábula, o autor critica o programa Fome Zero.
Respondi da seguinte forma:
Já começou a campanha eleitoral? Já, não? Quando a gente recebe spams como esse é sinal de que já começou...Outro dia recebi um requentado sobre uma tal carta de uma mulher ao Didi do Criança Esperança. E até comentei no Twitter.
Acho interessante o debate entre direita e esquerda que, graças à Internet, vazou dos meios universitários e sindicais para o público em geral. Pessoalmente, acho que o equilíbrio sempre é mais razoável do que os extremos. Direita e esquerda, nos extremos, são muito parecidas. O estalinismo e o fascismo são primos, senão irmãos gêmeos. Quando novo, militei em movimento de moradores de periferia, ao lado de gente de comunidades eclesiais de base, e participei de um embrião de núcleo de base do PT na periferia de São Paulo. Vivi, portanto, os últimos anos da ditadura militar, cheirando os últimos gases lacrimogêneos dos anos de chumbo. Conheci anarquistas e trotskistas, todos engajados na luta pela democracia. A rotulação é algo complicado, mas hoje me vejo como um democrata. Não quero ditadura nenhuma. Nem a do proletaridado. E muito menos a do capital internacional.
O exemplo da universitária, da colega e do pai é tendencioso porque simplifica a questão das diferenças e sugere uma definição entre dar ou não dar (um bem móvel ou imóvel, uma nota etc), segundo a qual quem partilha é de esquerda e quem não partilha é de direita. Na minha forma de ver, a pessoa não precisa partilhar a casa, o carro, a nota etc para ser de esquerda. Acho que ser de esquerda é desejar e lutar por um mundo onde todos possam ter igualmente as mesmas oportunidades. Um mundo tolerante, porque as pessoas não precisam ser iguais, porque elas não são e nunca serão iguais - ainda bem.
Todo governo tem que governar para todos - os ricos, os pobres, os patrões, os assalariados, os banqueiros, os estudantes. Todos, mesmo. Quando ouço críticas de que o governo está sendo assistencialista, com programas sociais como bolsa-família e fome zero, digo que o governo está certo e não faz mais do que a obrigação. Não tem que dar dinheiro só aos bancos, como fez o governo anterior. Sendo pragmático, tem que retribuir a seus eleitores, seja quem for.
Uma coisa é certa: é necessário cuidado com o sectarismo, as radicalizações e a conseqüente e desnecessária divisão do país. As pessoas podem ser ricas, pobres, de direita, de esquerda, católicas, protestantes, portarem armas ou não, e mesmo assim conviverem em um ambiente democrático de tolerância e harmonia. E devemos também fugir do simplismo da guerra de propaganda e contrapropaganda que domina os períodos eleitorais. Sei que o debate vai esquentar, à medida que nos aproximamos das eleições para presidente. Por isso, lembrar que prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.
Acho que estamos bem e por isso quero a continuidade desse governo, mas estou preocupado com a crise política e não acho que os fins justificam os meios. Sei que não se governa sozinho, mas não se pode sacrificar a própria história em nome da continuidade. Critico o governo anterior por andar de mãos dadas com o "Democratas" (ex-PFL, ex-PDS, ex-PP, ex-Arena, ex-UDN), mas depois abraço o Collor e o Sarney? Assim, acabo ratificando que em política tem-se que sujar as mãos, mesmo.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Sabina



Não viajei neste feriado por causa da chuva da véspera. Em compensação, resolvi conhecer a Sabina, que é a Escola Parque do Conhecimento e fica praticamente ao lado de casa, a uns 6km, se tanto. Quem me conhece sabe que gosto de viajar, mas aprendi que não é preciso ir muito longe para conhecer e aprender coisas interessantes. Às vezes essas coisas estão bem debaixo de nossos narizes e acabam passando despercebidas. E, pior, não lhes damos o devido valor. Mas voltemos à Sabina, por ora.
A Sabina é um espaço educativo que contém pinguinário, aquário, serpentário, inúmeros equipamentos e instrumentos que ilustram aspectos das Ciências Naturais, diversos instrumentos de música para se ver e se ouvir, réplicas de dinossauros, e outras tantas atrações. Veja mais detalhes clicando no botão Sabina da página da Prefeitura Municipal de Santo André.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Mariana



Mariana só não é ofuscada por Ouro Preto, que fica a apenas 12km, porque tem duas igrejas extraordinárias: a Catedral Basílica da Sé, uma das mais ricas do Brasil; e a São Francisco de Assis. Ambas contêm telas e painéis do mestre Athayde, e altares de Aleijadinho e seu mestre (Francisco Xavier de Brito). O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra também merece uma visita, independentemente da religião do turista. Arte e cultura estão acima de qualquer credo religioso, filosófico ou político. Pelo menos em minha humilde opinião, claro.
Para não ficar só em igrejas e museus, vale visitar também a Mina de Ouro da Passagem, que está desativada e é uma das maiores do mundo. A atração começa pela descida em trole por 315m de trilhos até a profundidade de 120m.
As fotos acima são das fachadas da Basílica da Sé, da igreja Nossa Senhora do Carmo (que fica ao lado da igreja de São Francisco de Assis), e dos trilhos que dão acesso à mina da Passagem.
Além de igrejas, museus e casarões históricos, a cidade também chama a atenção por seu artesanato, com pinturas, esculturas, entalhes, tapetes, panelas e fôrmas em pedra-sabão. Recomendo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Gafe da Microsoft

Na semana passada a Microsoft da Polônia divulgou um anúncio contendo uma fotografia adulterada. Na foto original, um homem negro teve a cabeça trocada pela cabeça de um homem branco. Logo no dia seguinte, a empresa admitiu a gafe com sendo um erro de marketing, e pediu desculpas prometendo retirar a imagem.
Talvez a Microsoft acredite que não deve haver negros na Polônia e, portanto, não haveria razão para deixar um negro em sua propaganda. Isto é o que supõe uma brincadeira publicada no sítio College Humor, intitulada "Other Poorly Photoshopped Foreign Microsoft Ads". Não sei se a brincadeira chega a ser racista, mas o fato é que eles brincam com estereótipos dos seguintes países: Índia, Austrália, Itália, Canadá e Japão. O que você acha?

terça-feira, setembro 01, 2009

Setembro

Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos, quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez.
Já sonhamos juntos, semeando as canções no vento. Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar.
Já choramos muito. Muitos se perderam no caminho. Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer sol de primavera... abre as janelas do meu peito.
A lição sabemos de cor. Só nos resta aprender.