sábado, julho 17, 2010

Veludo Azul

Que filme! É o que expressei ao rever depois de muito tempo essa obra-prima do David Lynch: "Veludo Azul" (Blue Velvet, 1986). Nele, Jeffrey Beaumont (Kyle MacLachlan, das séries Twin Peaks e Desperate Housewives) acha por acaso uma orelha humana jogada no mato e daí resolve investigar junto com a filha do detetive Williams (George Dickerson), Sandy (Laura Dern). Aí ele descobre um mundo que é exatamente o oposto de sua cidade natal, Lumberton, típico paraíso do american way of life. Aquele mundo estranho, surpreendente e desconhecido é povoado pela violência e insanidade do vilão Frank Booth (Dennis Hopper, magistral), além da beleza e sensualidade da cantora Dorothy Vallens (Isabella Rossellini, magnífica). Se você procurar, vai achar resenhas mais completas e criativas a respeito desse filme. Por isso, vou-me limitar a destacar a trilha sonora. A cena em que Ben (Dean Stockwell) imita Roy Orbison em "In Dreams" é antológica. Mas a Isabella Rossellini interpretando a canção de Bernie Wayne e Lee Morris, eternizada por Bobby Vinton, é inesquecível. Veja a letra a seguir e o vídeo no YouTube:
She wore blue velvet, bluer than velvet was the night, softer than satin was the light from the stars.
She wore blue velvet, bluer than velvet were her eyes, warmer than May her tender sighs.
Love was ours, ours a love I held tightly, feeling the rapture grow, like a flame burning brightly.
But when she left, gone was the glow of blue velvet.
But in my heart there'll always be precious and warm, a memory through the years and I still can see blue velvet through my tears.

sábado, julho 10, 2010

Pedágio em São Paulo

Antes de voltar da Itália, procurei saber o preço dos pedágios por lá. Vou comparar aqui o valor gasto em pedágio em trechos longos e curtos, citando as fontes, ao contrário do que fazem os spammers.
Comparando-se o valor do pedágio em uma viagem de carro por 600km na Itália e no Brasil, temos o seguinte:
De Milão a Roma, 567km, são 34,90 euros, o que dá R$ 77,64 na conversão de hoje, resultando em 13, 69 centavos por quilômetro.
De São Paulo a Presidente Prudente, 558km, são R$ 64,55, ou seja, 11,56 centavos por quilômetro.
De São Paulo a Belo Horizonte, 586km, são R$ 7,70, ou seja, 1,50 centavos por quilômetro.
Nessa comparação, rodar num país de primeiro mundo e da União Européia custa 20% mais caro do que em nosso estado. Por outro lado, aqui o pedágio estadual é 670% mais caro do que o federal!
Se fizermos a comparação em um trecho dez vezes menor, temos o seguinte:
De Milão a Varese, 52km, são 1,30 euros, o que dá R$ 2,89 na conversão de hoje, ou seja, 5,56 centavos por quilômetro.
De São Paulo a Santos, 77 km, são R$ 18,50, ou seja, 24 centavos por quilômetro.
Nessa comparação, rodar em nosso estado custa 331% mais caro do que num país de primeiro mundo e da União Européia!
Conclusão: “São Paulo cada vez melhor” significa “São Paulo cada vez mais caro”, pelo menos nesses 15 anos de governo do PSDB, com Covas, Alckmin e Serra.
Fontes:
http://www.autostrade.it/
http://www.emsampa.com.br/page4.htm
http://economia.uol.com.br/cotacoes/

quarta-feira, julho 07, 2010

Duomo


Hoje resolvi ir até Milão para rever o Duomo. Dura cerca de uma hora a viagem de trem de Varese a Milão. Depois são mais uns dez minutos de metrô e, na terceira parada, chegamos à estação da praça do Duomo. É impressionante a beleza dessa catedral, tanto vista de fora como por dentro. Também é imprescindível subir de elevador até o terraço, de onde se tem belas vistas da cidade. Ao lado da catedral fica a famosa Galleria Vittorio Emanuele II, com diversas lojas, restaurantes e hotéis. Uma pizza de mussarela de búfala, com massa bem fina, e dois chopps me deram coragem de enfrentar o trem na volta. Fora um pequeno atraso, incomum no restante da Europa, e as muitas paradas pelo trajeto, passei mal por excesso de calor dentro do primeiro vagão. Tive que ficar ao lado da porta, que podia ser aberta apenas nas paradas. Quase desisti, até descobrir que era um problema específico daquele vagão, que estava extremamente abafado, com um defeito na ventilação. Bastou trocar de vagão e pude completar a viagem em paz. O notável é que não havia janelas que pudessem ser abertas em caso de falha do ar condicionado. E as pessoas, que possivelmente já conheciam aquele trem, não tomavam nenhuma atitude. Concluo mais uma vez que, apesar da língua, a Itália é o país europeu mais parecido com o Brasil, mais que Portugal e Espanha. Especialmente São Paulo tem enorme influência italiana. Mas isso é assunto para outro momento. O fato é que valeu a pena rever o Duomo. Para quem não o conhece, recomendo que o visite sem falta caso vá ao norte da Itália. Veja algumas fotos, sem reparar em meu amadorismo enquanto fotógrafo.

domingo, julho 04, 2010

Comune di Varese

Cheguei agora, há pouco, a Varese, capital da província homônima, situada a 55km de Milão, ao noroeste da Lombardia, praticamente na divisa da Itália com a Suiça italiana. É uma cidade pequena, de uns 80.000 habitantes, sem muita coisa para se ver, a não ser o Sacro Monte. Se houver tempo irei até lá e então descreverei o lugar. Assim que possível, incluirei algumas fotos: uma da torre da igreja, vista da Piazza Monte Grappa; e outra da capela na Piazza Madonnina In Prato.