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Mostrando postagens de Julho, 2011

Pasquim diz que advogado pagou "estadia" de ministro do STF

Hoje é manchete da Folha que advogado pagou estadia de ministro do STF. Claro, ela se refere ao ministro Antônio Dias Toffoli, por este ter sido um dos duzentos convidados a uma festa promovida por um advogado na Itália. Talvez o ministro não devesse ter aceitado o convite do amigo, mas acontecido isto, agora bastaria que ambos tomassem o cuidado de evitar trabalho conjunto em algum caso. Bem, não entendo muito o trâmite do Judiciário. No entanto, ao pensar um pouco nos motivos da Folha, que hoje parece toda serelepe porque o Jobim declarou ter votado no Çerra (grande novidade!), lembrei que ela não é assim tão "isenta, plural e apartidária" quando se trata de ministro ligado ao tucanato, como é o caso do Gilmar Mendes. Veja mais detalhes no Blog do Mello.
Na minha infância muitas vezes meu pai me perguntava em que gibi eu tinha lido sobre determinado fato, quando esse era ou parecia improvável ou não digno de credibilidade. Hoje eu responderia que li no jornal. Não q…

Extermínio

Não, esse título não se refere ao extermínio que o povo impôs recentemente à oposição, derrotando nas urnas vários caciques de direita. Na verdade, aquele é o título em português do filme "28 Days Later...", que o Danny Boyle dirigiu em 2002, depois de "Trainspotting - Sem Limites" (1996) e antes de "Quem Quer Ser um Milionário?" (2008) e o recente "127 Horas" (2010). Pode parecer, mas não é mais um filme de mortos-vivos na praça, apesar do subtítulo "Danny Boyle reinventa o filme de terror de zumbis, que é assustador como o inferno". Na estória, que é uma mistura de ficção científica, suspense e terror, o vírus da raiva se espalha rapidamente (em 28 dias) pela Inglaterra enquanto alguns poucos sobreviventes tentam localizar um santuário onde possam se ver livres das hordas de zumbis furiosamente encolerizados. Sendo britânico, esse filme não tem aqueles efeitos especiais dos blockbusters. Tampouco se vê aquele desfile de armas na…

Paranapiacaba, patrimônio abandonado

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Nesse fim de semana estive mais uma vez em Paranapiacaba. Trago duas novidades de lá.
A boa notícia é que visitei o Museu do Castelinho. Foi lá, no casarão em cima do morro, que morou o engenheiro-chefe da antiga São Paulo Railway. Durante as visitas, monitores voluntários contam um pouco da história da cidade. E a vista a partir daquelas inúmeras janelas fazem valer a pena a visita. Lá a gente aprende sobre a cidade alta, a cidade baixa, a vila antiga, a vila nova, o barão de Mauá, a presença dos ingleses e a ferrovia. Recomendo.
A má notícia é que a cidade está praticamente abandonada, e a situação só não está pior graças à determinação e ao esforço da comunidade. A depender das autoridades, de todos os níveis, a cidade estaria, sim, totalmente abandonada. É muito triste ver o estado de abandono dessa jóia de nosso patrimônio histórico, cultural e turístico.
O distrito de Paranapiacaba, vizinho a Cubatão, fica a três cidades (Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) do…