sábado, abril 13, 2013

Veja e Época pisaram no tomate


Não, não posso acreditar em meus olhos! Isso foi o que primeiro veio à minha mente quando vi a capa da Veja.  Ao me recuperar do choque, raciocinei: a mídia golpista, de braços dados com a oposição, virou mesmo uma nau sem rumo.  Estão sem assunto, sem programa, sem proposta.  Correção: a proposta deles é o aumento dos juros e do desemprego.  O tomate, ou seu preço sazonal, levado à capa da Época e da Veja só confirma a orquestração dos conservadores.  Será que um dia esses veículos deixarão de fazer propaganda partidária e ideológica para fazer jornalismo?  É inacreditável que eles tenham perdido tanto a vergonha e a noção.  É por isso que são chamados de PiG, partido da imprensa (e mídia) golpista.  Será que alguém ainda leva a sério esses pasquins fascistas?  É preciso ser muito ingênuo e mal informado para imaginar que Veja e Época possam ter ainda alguma credibilidade, na remota hipótese de que um dia tiveram tal qualidade típica do bom jornalismo.  É claro que isenção, pluralidade, independência e apartidarismo a Globo e a Abril nunca tiveram.   Os reacionários nem precisam nos rotular de contrários à liberdade de imprensa porque nós não vamos exigir o controle dessa imprensa literalmente vendida.  É bom que essa gente possa perder a vergonha e se expor cada vez mais.  Assim a gente fica sabendo quem é quem.  O Estadão, por exemplo, tem o mérito de se assumir conservador.  Essa transparência, infelizmente, ainda falta à Folha e à Globo. Como o melhor controle parece mesmo ser o remoto, nós apenas não vamos mais comprar essas revistas e jornais, nem ver esses canais de TV e nem ouvir essas rádios.  Vamos cancelar as assinaturas e procurar alternativas mais decentes na Internet.  Como disse a presidenta, é sempre preferível o ruído da imprensa livre ao silêncio da ditadura.

segunda-feira, abril 01, 2013

Golpe de 1964

Hoje a quartelada de 1964 faz 49 anos. Aquele primeiro de abril durou 21 anos. E foi apoiado politicamente pela ARENA, que mudou de nome como se troca de camisa: PDS, PFL, DEM, para resumir. Hoje uma dissidência deles se chama PSD, referência aos tempos em que a maioria deles militava na UDN. O golpe teve apoio de outros segmentos da sociedade, como a Igreja, a classe média conservadora, empresários da FIESP e intelectuais que hoje colaboram com o Instituto Millenium, sem mencionar os jornais Folha de S.Paulo e O Globo. Infelizmente alguns que combateram o regime fascista viraram casaca e hoje caminham junto aos golpistas, como é o caso de uma parcela do PSDB. Exemplo: serristas como o senador Aloysio Nunes, que segundo os sites de direita, foi motorista e guarda-costas do Marighella.  Por isso é muito importante conhecer o passado recente de nossa história e a biografia dos políticos que elegemos a cada 4 anos, sem se deixar levar pelo discurso ou pelos nomes que os partidos adotam.  Como sabemos, o DEM não tem nada de democrata, exceto pelo nome.  É o partido da direita, conservadora e reacionária, que "legitimou" o golpe militar ao longo daqueles 21 anos de trevas.  É preciso prestar atenção a seus companheiros do PSDB e do PPS, ex-Partidão - esse era o apelido do PCB, Partido Comunista Brasileiro, tomado por vira-casacas como Roberto Freire.

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...