domingo, agosto 18, 2013

Santiago

Santiago, capital e maior cidade do Chile, situa-se no vale central ao lado da Cordilheira dos Andes. Tem cerca de seis milhões de habitantes, considerando a região metropolitana, mas é a terceira capital latino-americana com melhor qualidade de vida.  Chamam a atenção suas extensas avenidas, algumas com pedágio eletrônico (sem parada) e particularmente o túnel sob o rio Mapocho. Por outro lado as muitas praças fazem da cidade um enorme parque, com muita vegetação e jardins bem cuidados. Em algumas horas de caminhada e com pouco dinheiro no bolso é possível conhecer os principais pontos de atração turística.

A partir do aeroporto, com 6 reais ou 2,5 dólares pode-se pegar um ônibus até a estação de metrô Pajaritos.  De lá, com 3 reais ou 1,3 dólares (dependendo do horário), pode ir até a estação Santa Lúcia.  Além do Arquivo e da Biblioteca nacionais, o mais importante é conhecer o Cerro Santa Lúcia, onde foi fundada a cidade em 1541 por Pedro de Valdívia e de onde se tem uma vista muito bonita da cidade e da cordilheira – veja a foto.  Dali a quatro quadras está a Plaza de Armas, o atual marco zero da cidade, com a Catedral, o prédio do Correio e o Museu Histórico.  Mais quatro quadras e você pode visitar o Mercado Central.  Lá a comida é ótima, mas cara porque é para turistas.   Para comer, prefira o AquiEstáCoco, no bairro da Providência. Lá em frente está o Cerro de San Cristóbal, que inclui parque zoológico e botânico.  Na volta, conheça o Palácio de la Moneda e a Bolsa, passando por um dos muitos “café com piernas”, que contradizem a cultura conservadora tradicional do país.
Santiago é uma cidade quase duas vezes e meia menor do que São Paulo.  Nos horários de pico, lembra São Paulo quanto aos congestionamentos e a lotação no metrô. No entanto, seu metrô, que é um ano mais novo e também possui cinco linhas, é o maior da América do Sul e segundo da América Latina (atrás do México) com 108 estações e 103 km de extensão.  O nosso possui 64 estações e 74 km de extensão, cuja maior parte foi inaugurada sob os governos conservadores da ARENA (hoje DEM + PSD), do PTB e do PMDB em 20 anos. Nos últimos 19 anos de governo do PSDB foi inaugurada a menor parte, inclusive as linhas de menor bitola e mais lentas.  A expansão do metrô não acompanhou o crescimento da cidade e as estações estão cada vez mais superlotadas.  Coincidentemente, em 2008, no governo Çerra, surgiram as primeiras denúncias do propinoduto tucano, atualmente conhecido por trensalão.

domingo, agosto 11, 2013

Veja e Época: Jornalismo Wando

O jornalismo de nossas revistas semanais é completamente previsível. Toda semana é igual: Veja e Época de um lado, o lado da direita; e CartaCapital e IstoÉ, do outro lado, o lado do centro - ou às vezes, da centro-esquerda.  Basta examinar as capas, que antecipam as matérias principais.
Esta semana está particularmente interessante.  IstoÉ afirma que os governadores tucanos já sabiam, ou seja, foram alertados sobre as irregularidades no metrô e nos trens.  Veja, cinicamente, mente mais uma vez ao dizer que há indícios mas não provas do trensalão tucano.  Aí, de repente, Época sai para vingar a direita cambaleante com uma matéria feita às pressas pelo mesmo parajornalista que caluniou Erenice Guerra na Veja, alegando que houve propina na Petrobrás para o PMDB e a campanha da Dilma.
Novamente, fica bem claro o engajamento da mídia, principalmente às vésperas das eleições.  A direita está desesperada porque tem certeza de mais uma derrota nas eleições do ano que vem.  Dilma pode vencer já no primeiro turno.  A oposição, nau sem rumo, está sem opções.  Aébrio Never, o cambaleante playboy que é senador por Minas Gerais mas vive nas baladas do Rio de Janeiro, não tem chance, já que é boicotado por seu amigo Zé Chirico Çerra, o nosso vampiro paulista.  Joaquim Batman, o herói dos coxinhas do Faceboook e do Twitter, terá a cara de pau de sair candidato depois de dizer que o Brasil só tem partidos de mentirinha? E a Blablarina, que se converteu ao fundamentalismo pentecostal e virou amiga dos pastores Feliciano e Malafaia, ainda não conseguiu emplacar seu partido, embora seja a preferida dos reacionários metidos a bacanas.
Além das revistas, os jornalões Estado e Folha continuam fingindo-se de apartidários, independentes, isentos e plurais.  O mesmo se passa com as rádios, como a Jovem Pan AM, a Estadão e a CBN.  A TV aberta é um lixo completo - a exceção é a Cultura, que está sendo destruída pelo PSDB paulista. Conclusão: o quinto poder tem opção preferencial pelos ricos e tem apenas um objetivo: fazer o papel da oposição e manipular o povo.  Mas, será que ainda há quem acredite em nossa mídia golpista, torpe e indecente?