sábado, novembro 23, 2013

A Invenção de Hugo Cabret

"Eu imagino que o mundo inteiro é uma grande máquina. Máquinas nunca vêm com todas as peças sobressalentes, você sabe. Elas sempre vêm com a quantidade exata de que necessitam. Então eu percebi que, se todo o mundo fosse uma grande máquina, eu não poderia ser uma parte sobressalente. Eu tinha que estar aqui por algum motivo. E isso significa que você tem que estar aqui por alguma razão, também. Talvez por isso uma máquina quebrada sempre me deixa um pouco triste, porque não é capaz de fazer o que era para fazer... Talvez seja o mesmo com as pessoas. Se você perder o seu propósito... É como se estivesse quebrado".
Esta é a minha parte preferida do filme que acabei vendo apenas hoje: "A Invenção de Hugo Cabret", baseado no livro de Brian Selznick, que foi adaptado ao cinema por John Logan, para a direção de Martin Scorsese, em 2011.  O filme faz uma fantástica homenagem à história do cinema, lembrando os irmãos Lumière, que inventaram o cinema em 1892.  Enquanto os Lumiére apenas filmavam cenas do quotidiano, como se fossem jornalistas fotográficos, Georges Méliès (1861-1938), anteriormente mágico, trouxe a magia e a fantasia ao cinema, inventando os efeitos especiais em 1896.  A Invenção de Hugo Cabret cita pelo menos 11 de seus curtas, incluindo o magnífico "Viagem à Lua" (Le Voyage dans la Lune, 1902).  Também faz menção a filmes antológicos, como "O Garoto" (The Kid, 1921), do Charles Chaplin; "O Homem Mosca" (Safety Last!, 1923), de Fred Newmeyer e Sam Taylor; e "General" (The General, 1926), de Buster Keaton.


Para quem não conhece Scorsese, ele dirigiu muitos excelentes filmes, entre os quais:

  • "Ilha do Medo" (Shutter Island, 2010), do livro do Dennis Lehane, com Leonardo DiCaprio.
  • "Os Infiltrados" (The Departed, 2006), com Leonardo DiCaprio e Jack Nicholson.
  • "Cassino" (Casino, 1995), do livro de Nicholas Pileggi, com Robert De Niro e Joe Pesci.
  • "Os Bons Companheiros" (Goodfellas, 1990), do livro de Nicholas Pileggi, com Robert De Niro e Joe Pesci.
  • "Touro Indomável" (Raging Bull, 1980), do livro de Jake LaMotta, com Robert De Niro e Joe Pesci.
  • "Taxi Driver" (Taxi Driver, 1976), do Paul Schrader, com Robert De Niro e Jodie Foster.


sábado, novembro 02, 2013

Gravidade

Gravidade é um filme de ficção científica com um pouco de drama e certo suspense, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón com roteiro dele próprio e do filho Jonás com participação de George Clooney.  Clooney interpreta o veterano astronauta Matt Kowalsky no comando de seu último voo antes de se aposentar.  A principal personagem é a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock), brilhante engenheira e médica, em sua primeira missão espacial, que é consertar o telescópio Hubble.
As imagens da Terra vista do espaço são espetaculares.  Cuarón, mais do que sempre, move alucinadamente suas câmeras em diversos ângulos e com tomadas contínuas, longas e misturadas digitalmente.  É um filme relativamente barato, com praticamente apenas dois atores, e quase inteiramente baseado em computação gráfica.
O suspense começa quando a missão é abortada devido à iminente colisão dos destroços de um satélite abatido por um míssil russo, que resulta na destruição da nave.  Ryan e Matt, como únicos sobreviventes, tentam chegar a uma nave russa para poderem retornar à Terra.
O drama fica por conta do passado de Ryan, que perdeu uma filha e agora tenta sobreviver, com a ajuda do experiente e espirituoso colega, Matt.
O roteiro não justifica nenhuma comparação a “2001 – Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968) do Stanley Kubrick. Mas tecnicamente é quase perfeito, exceto por pequenos deslizes que não comprometem o resultado. E, sem dúvida, é muito melhor do que o filme que, segundo “conspiradores”, foi dirigido por ele no ano seguinte mostrando o “primeiro pouso do homem na Lua”. Claro, duvidar desse “pequeno passo para o homem e grande salto para a humanidade” é praticamente um sacrilégio para quem acredita piamente no quarto poder (a mídia manipuladora e golpista). Sobre a alunissagem, pessoalmente prefiro “Viagem à Lua” (Le voyage dans la lune, 1902) do Georges Méliès.

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...