domingo, dezembro 28, 2014

Veja o apogeu da enganação

A apenas quatro dias da virada do ano, e da posse da presidenta, parte da mídia ainda está inconformada com a vitória popular nas urnas.  É o caso do Estadão, cujos editoriais seguem aquela linha panfletária e reacionária da revista VejaQueNojo.  O despeito fica claro no editorial de hoje, ‘o consumo da informação’, ao festejar o resultado da Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, que ainda aponta o jornal como o meio de comunicação mais confiável. Dos entrevistados, 58% confiam nos jornais enquanto que de 67% a 71% não confiam em sites, blogs e redes sociais. Jornalão dos Mesquita fala em credibilidade e ‘bom jornalismo’, mas esquece de que para isso é necessário isenção, independência, apartidarismo e pluralismo.  Com medo da regulação da mídia, esquecem-se do princípio do contraditório e da ampla defesa.
A Folha, para variar, está em cima do muro e dá um refresco.  O editorial ‘Dilma 2.0’ é um retrato disso. O melhor do jornalão dos Frias ainda é a coluna do Janio de Freitas: ‘Como um paredão’ aborda de forma equilibrada inclusive o novo ministério da Dilma.
O Globo, embora cada vez mais parecido com a Época e seu modelo, a Caras, dá uma lição sobre o contraditório e a ampla defesa, ao abordar a questão do MERCOSUL e incluir a opinião do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR).
A VejaQue Nojo diz que pagou mico em 2014, o apogeu da enganação.  Não li e não vou ler, mas talvez se refiram também à maior barriga jornalística de sua história, o caso Boimate.
A QuantoÉ dependente continua com aquela ladainha que é o novo mimimi dos derrotados nas urnas, da ‘nova oposição’.  Festejam a ascensão da velha direita, com Caiado, Bolsonaro e os fascistas de sempre.
A Época, imprensa rosa, que inspira o jornal dos Marinho, mal disfarça o pensamento coxinha que festejou Joaquim Barbosa e agora tieta Venina Velosa da Fonseca. Jornalismo de esgoto não merece comentários.
Foi-se o Natal.  Então é Ano Novo. Feliz 2015 para todo mundo, inclusive os walking dead teleguiados por nossa mídia sempre golpista.

domingo, dezembro 21, 2014

Mídia engajada não ouve também a outra parte

Ei, ei, você se lembra dos meus editoriais? Continuam os mesmos.  Mas a nossa aparência, quanta diferença! Estamos cada vez mais parecidos com aquela revista de fofocas da imprensa rosa.
A Folha continua dando uma no cravo e outra na ferradura, dissimulada como sempre. Praticamente a única coisa que presta nesse pasquim que apoiou a ditadura é a coluna do Janio de Freitas, um verdadeiro oásis nesse deserto de canalhice que é a mídia brasileira.
O Estadão está cada vez pior, com seus editoriais que mais parecem a homepage do tucanato.  Claramente ainda está inconformado com o resultado das eleições, assim como as revistas VejaQueNojo e QuantoÉ-dependente, além da Rádio Jovem Pan AM, apenas para citar alguns dos mais fervorosos adeptos da cruzada contra o PT, Lula e Dilma.
O húngaro-americano Joseph Pulitzer foi um verdadeiro profeta quando afirmou que, com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma. Formar uma opinião, escolher um lado e descer do muro, ao contrário do pensa a mediocridade, está muito longe de radicalismo ou de extremismo.  A mídia também tem esse direito, mas não pode se transformar em libelo acusatório e difamatório, desprezando o princípio do contraditório e da ampla defesa.  É um direito do consumidor que a opinião esteja separada da informação.  Isto é, a mídia, se quisesse, bem que podia tentar ser um pouquinho isenta, plural, independente e apartidária.
A boa nova é que cada vez mais as pessoas estão deixando de lado a velha mídia formada por rádio, TV, revistas e jornais, que está concentrada nas mãos de uma dúzia de famiglias, para buscar alternativas na Internet.  Continuarei então a sugerir algumas opções para leitura e reflexão, dessa vez com bastante bom humor:

Seja Dita Verdade

Desespero da Veja

Limpinho & Cheiroso

Hariovaldo Almeida Prado

Ficha Corrida

Desculpe a nossa fAlha

Tia Carmela

E, para terminar, eis o melhor momento da televisão brasileira:










domingo, dezembro 14, 2014

Após 50 anos ainda restam muitas viúvas das trevas




O melhor do pasquim dos Frias hoje, como no ano todo, é a coluna do Janio de Freitas, ‘Curiosidades a jato’, comentando a relatividade da corrupção, repercutida pelo Brasil247.  Imperdível. 
A página de Opinião do Estadão mais parece a Home do PSDB, com editoriais criticando Lula, Haddad e o PAC.  Nenhuma novidade.

O Globo, que está cada vez mais parecido com a revista Época e ambos com a Caras, ao contrário do Estadão, tem em sua página de Opinião a coluna digna da Dorrit Harazin sugerindo ‘Chega de eufemismos’ ao comentar sobre os relatórios da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão de Inteligência do Senado dos EUA, e as “técnicas de interrogatório avançadas”, o “conjunto de procedimentos alternativos” ou, mais sinceramente, “métodos repugnantes”.  As colunas de José Miguel Wisnik e de Arnaldo Bloch também comentam a prática da tortura como política de Estado tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

O panfleto da famiglia Civita continua em sua cruzada político-ideológica contra o PT, Lula e Dilma, com colunistas hidrófobos como Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Rodrigo Constantino e outros.  O outro libelo, a QuantoÉ dependente, segue a mesma linha após a guinada à direita com a saída do Paulo Moreira Leite (hoje no Brasil247).

O melhor da semana foi a apresentação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.   O Globo, cria do regime militar-terrorista, repercutiu.  A BBC também comentou sobre os regimes fascistas sul-americanos, apoiados pelos Estados Unidos, destacando que ‘as feridas continuam abertas’ no Cone Sul.  Por outro lado, Jair Bolsonaro diz que o relatório da CNV é ‘revanchista e calunioso, e tem como objetivo atacar as Forças Armadas’.

O pior da semana, a propósito, foi o discurso do Jair Bolsonaro (deputado federal mais votado do PP-RJ, Partido ‘Progressista’) que, em sessão plenária do Conselho de Ética da Câmara, disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia ser estuprada – por ser muito feia, complementou depois. Aí cabe a pergunta: ela mereceria ser estuprada se fosse bonita? O maior problema não é a manifestação livre dele.  Ele fala em nome de seu público, os animais que o curtem e compartilham. É inacreditável o número de walking dead que nas redes sociais defende este filhote da ditadura, representante do que há de pior na direita brasileira. Este é o maior e mais preocupante problema: o renascimento do nazifascismo. Fica a seguinte pergunta: a mãe ou a filha de quem o apoia e elege merece ser estuprada? Que me perdoem os besouros, mas seu alimento, Jair Bolsonaro, precisa ser cassado urgentemente.

Para o alienado que não conhece o animal da direita, veja como ele apoiou o playboy:


domingo, dezembro 07, 2014

Coxinhas hipnotizados defendem impeachment e golpe militar


A Falha destaca hoje que ‘brasileiros responsabilizam Dilma por escândalo de corrupção na Petrobras’, segundo o DataFalha.  E também a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em 1964 em resposta à ‘ameaça comunista’ porque Jango feriu os interesses da classe média e da elite. Ontem a Marcha da Discórdia, segundo o mesmo folhetim, reuniu 5000 marias-vão-com-as-outras no centro novo de São Paulo, que pediram o impeachment da presidenta e o golpe militar. O lesado cantor Lobão reclamou a ausência do Caiado e do playboy derrotado.  No final apareceu o carbonário Zé Bolinha Çerra para botar lenha na fogueira e confessar na maior cara-de-pau que, como governador irresponsável, se orgulha por ter atrasado o projeto do trem-bala.  Realmente a única coisa que presta neste panfleto da famiglia Frias é a coluna do Janio de Freitas, que hoje aborda o trabalho da Comissão da Verdade.
O conservador confesso Estadão destaca que ‘satisfação com a democracia volta a crescer’, segundo o Globope, mas festeja em editorial a volta da ‘oposição de verdade’, mais parecendo uma nota oficial do PSDB.  Ao mesmo tempo, o folhetim da famiglia Mesquita aborda a institucionalização do racismo em Israel, tema relevantíssimo para um jornal ‘brasileiro’.  De qualquer forma o texto ilustra bem como sionismo e nazifascismo são idênticos.

Devo admitir: O Globo está melhor do que os panfletos paulistanos.  Hoje destaca que as favelas da cidade deixam de serem redutos de miséria.  E está ótima a opinião da Dorrit Harazin, esposa do jornalista Elio Gaspari, Cenas de um Divórcio, abordando a questão racial em Patópolis.  Aliás, recomendo “A Ditadura Envergonhada”, livro do Elio Gaspari sobre o período entre os golpes de 1964 e de 1968 (que faz aniversário no sábado que vem).
Nem vou comentar sobre as nossas revistas semanais, a não ser que a revista QuantoÉ está cada vez mais a cara da VejaQueNojo.  Essas revistas abandonaram o jornalismo para se engajar na militância político-ideológica faz tempo.  A única que vale a pena ser lida é a CartaCapital, ainda.

O melhor da semana, em minha humilde opinião, está no Carta Maior, site que recomendo e que, além de lembrar que a esposa do juiz da Lava Jato é assessora jurídica do vice do governador tucano Beto Richa, traz o artigo do Beto Almeida destacando que, ‘sempre que presidentes brasileiros tomaram medidas em favor dos trabalhadores, houve implacável reação golpista’, prática repetida hoje, como ilustra a foto acima.
 

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Os Corruptos


Não, o título não se refere aos políticos do PSDB que integram a Lista de Furnas.  Trata-se de um dos melhores filmes noir do austríaco Fritz Lang: The Big Heat, 1953.
Nele, o policial Dave Bannion (Glenn Ford) investiga uma organização criminosa politicamente muito poderosa. Não vou contar o fim da estória, claro.  Mas este filme, assim como "Fúria" (Fury, 1936, com Spencer Tracy), de alguma forma lembra nosso país quando era governado pela direita e o comportamento dos golpistas até hoje.  Este gênero é reconhecido pelo preto e branco, pelo forte contraste, pela pouca iluminação, pelas sombras.  Pode ser classificado também como filme de mistério, crime e suspense.  Os protagonistas geralmente são policiais, detetives, vigilantes, gangsters, vigaristas, assassinos, corruptos e corruptores.   O clima psicológico predominante é de cinismo, crueldade, pessimismo, infidelidade, ganância, ambição e frustração.  Apesar disto são obras inesquecíveis de diretores importantes, como Billy Wilder, John Huston, Orson Welles, Otto Preminger, Alfred Hitchcock, Howard Hawks, Stanley Kubrick, Nicholas Ray, Michael Curtiz e William Wyler, entre outros.
Outros títulos imperdíveis do Fritz Lang neste gênero são:
"Almas Perversas" (Scarlet Street, 1945),
"Um Retrato de Mulher" (The Woman in the Window, 1944),
"Os Carrascos Também Morrem" (Hangmen Also Die!, 1943) e
"Vive-se Uma Só Vez" (You Only Live Once, 1937).
A menos que você seja um daqueles alienados que só consomem blockbusters regados a Coca-Cola, não deixe de ver ou rever estes clássicos.  Ah, e se quiser se informar, ou relembrar, saiba mais sobre a Lista de Furnas no "blog sujo" http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com.br/
Lista de Furnas - 1a página

domingo, novembro 16, 2014

Resenha da semana - ressaca eleitoral e a angústia dos reacionários



A Folha, que nem sempre ficou em cima do muro já que apoiou a ditadura, hoje novamente dá uma no cravo e outra na ferradura.  Ao mesmo tempo em que critica em editorial o governo federal, a Petrobras, o Congresso e os líderes políticos, chama de 'seca de informações' a pouca transparência do governo Alckmin sobre a crise hídrica. Como de costume, o que salva a edição é a coluna do Jânio de Freitas, "Abaixo e acima de tudo", sobre a atuação da PF e daqueles delegados engajados na campanha do playboy Aécio.

Em papel, o Estadão destaca que 'delatores falam em propina de R$ 200 milhões a PT e PMDB'.  No site: Investigação de corrupção na Petrobrás pode mudar País 'para sempre', diz Dilma.  Quase igual a O Globo: Investigação 'pode mudar o Brasil para sempre', diz Dilma. E o mesmo na Folha/UOL: 'Caso de corrupção na Petrobras muda Brasil para sempre, afirma Dilma'. Mas a Folha contrabalança: Lava Jato não é 3º turno, afirma ministro da Justiça.

Hoje estou sem estômago para falar das revistas Veja e IstoÉ, porta-vozes da extrema direita, que no sábado reuniu 2500 pessoas na avenida Paulista para pedir o golpe militar e o impeachment da Dilma. Entre os presentes estava Aloysio PQP Nunes, motorista e guarda-costas do Marighella, assaltante de trem pagador e candidato a vice do playboy.  A CartaCapital destaca que a divergência sobre apoio ao golpe militar racha ato em SP.

Lamento informar aos coxinhas que a corrupção neste país não começou em 2003, no governo Lula.  É claro que a corrupção atual não se justifica pela anterior.  Mas é insensato querer trazer de volta os tucanos, com seus inúmeros escândalos como, por exemplo, o mensalão original (do PSDB-MG), da concorrência do SIVAM/SIPAM, da pasta rosa, da compra de votos para a reeleição do FHC, da escandalosa doação da Companhia Vale do Rio Doce, da privatização da Telebrás, o caso dos bancos Marka e FonteCindam, a farra do PROER, a desvalorização do real, a dengue e o apagão. A diferença é que, enquanto naqueles tempos tudo era engavetado, hoje se investiga, se julga e se prende.

Também não há nada para dizer da Época, cada vez mais parecida com a Caras, imprensa rosa, e do jornalão O Globo, exceto pelos excelentes artigos de Dorrit Harazim, sobre uma infâmia no passado da Suíça, e do Cacá Diegues, a Hollywood de Hitler. É, tem gente cuja pátria e cujo Deus é o dinheiro.

A nossa mídia sempre me faz lembrar o que disse uma vez Thomas Jefferson: os anúncios publicitários contêm as únicas verdades confiáveis em um jornal (ou revista). Sem dúvida, a Folha é o nosso melhor jornal, pelo menos na propaganda. Aliás, até nisso ela é partidária.  Quem não se lembra daquela propaganda de 1987 mostrando Hitler, premiada com o Leão de Ouro em Cannes?  Oportunamente esta propaganda ganhou um remake às vésperas das eleições de 2010, quando a Folha apoiou o Zé Bolinha.  Curiosamente, a mesma Folha, que é contra as cotas raciais e a política econômica atual, fala de manipulação da notícia ao recomendar 'muito cuidado com a informação e o jornal que você recebe'.  Por falar nisso é bom mesmo tomar muito cuidado também com prêmios, que normalmente são políticos ou comerciais.  Em 2012 a Folha faturou o Prêmio Esso de Jornalismo que deveria ter sido dado à Record um ano antes.  Clique no link para recordar.

domingo, novembro 09, 2014

Resenha da semana - Aceita que dói menos


A mídia golpista sofreu um forte revés com a reeleição de Dilma Rousseff.  Folha, Estado, Globo, Abril, Editora Três, Band, SBT, entre outros, fizeram de tudo para eleger Aécio Neves, trocando o jornalismo pelo proselitismo político-eleitoral.
A Folha, dissimulada, demitiu 25 jornalistas, entre os quais Fernando Rodrigues e Eliane Cantanhede, a 'colunista mais alinhada com o PSDB'.  É a mão pesada do Otavinho, cujo pai visitava o DOPS e financiava a OBAN, assim como os então presidentes da Ultragaz, do Grupo Ultra, do Bradesco e da FIESP nos anos 70, conforme revelou Carlos Eugênio da Paz, colega do Aloysio Nunes (vice do Aécio) no PCB e na ALN. Não deixe de ver o filme acima!
O Estadão continua com seus editoriais ressentidos e partidários, enquanto O Globo está preocupado, opinando que 'aumenta pressão sobre a imprensa no continente'.  Motivo: a mídia golpista teme a regulação da mídia, proposta por Dilma e também aprovada pela rainha Elisabeth II no Reino Unido.
Enquanto a Veja continua como linha auxiliar do PSDB, a IstoÉ assumiu-se de vez como porta-voz da extrema direita que agora envergonha os tucanos.
Luciano Costa fez um bom resumo da imprensa atual ao comentar sobre jornalistas e 'marronzinhos', no Observatório da Imprensa.
Só nos resta acompanhar as novidades através do jornalismo alternativo, como o Observatório da Imprensa, o Fazendo Media, o Luis Nassif Online, o Brasil247,  o PML, o DCM, o Poços 10 Notícias, o Portal Fórum, a Carta Maior, o Viomundo, entre outros, além dos chamados 'blogs sujos', como este aqui.

domingo, novembro 02, 2014

Leitura de domingo - a dor de corno dos coxinhas

Os jornalões estão de ressaca eleitoral, assim como as revistas semanais.  Nenhuma novidade importante, só dor de cotovelo.  O melhor exemplo disso é o vídeo acima, em que os lambe-botas da Globo tentam de toda forma criticar a vitória popular, como sempre fazem já que trocaram o jornalismo pela campanha político-eleitoral. Então vamos destacar hoje a mídia que não pertence àquelas famiglias de “cristãos novos” e sionistas, isto é, Frias, Mesquita, Marinho, Civita, Abravanel, Sirotsky, Bloch, Levy etc.
O Blog Thomas Conti publicou um interessante mapa da distribuição de votos nas últimas eleições, “Contra o preconceito! O Resultado Ponderado das Eleições por Estado”, que demonstra como é a falsa a afirmação de que Dilma venceu só por causa do nordeste.  De fato, ela só teve menos de 40% dos votos válidos em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, estados conservadores, além de Distrito Federal e Acre, novidades.  O candidato do retrocesso perdeu em MG e RJ nos dois turnos.
Na segunda-feira, Luís Nassif destacou “a última tacada de Fábio Barbosa e da Editora Abril”, texto em que destaca a aventura irresponsável, anacrônica e criminosa da revista Veja, pautada por Carlinhos Cachoeira.  No Tumblr o terrorismo da Veja virou bom humor imperdível: Desespero da Veja (clique para rir).
Na terça-feira o Rodrigo Viana comentou no Portal Fórum o resultado das eleições e o comportamento da mídia: 52% x 48%: a mesma diferença nos EUA e no Brasil; mas compare as manchetes
No Observatório da Imprensa, Luciano Martins Costa mostrou na sexta-feira a bizarra simbiose entre o Estadão e o PSDB, a nau dos insensatos.
No sábado, Lobão, um dos Bolsonaro e cerca de dois mil walking dead pediram o impeachment da presidenta, a recontagem dos votos e a volta da ditadura militar.  É a dor de corno dos coxinhas que não cumpriram a promessa de ir para Miami caso Dilma vencesse, o que gerou a tag #AceitaQueDoiMenos. 
Hoje o NaMariaNews nos revela que “sem medo de ser feliz, governo paulista desova mais de 155 milhões na Abril, Folha, Estadão, IstoÉ, Época e Panini”.  Dá para entender como a mídia é literalmente ‘comprada’?  Por que você acha que a máfia midiática em São Paulo esconde o domínio do crime organizado no estado, os pedágios mais caros do mundo, o assalto a trem e metrô da cidade em conluio com multinacionais, e a desastrosa gestão da SABESP culminando na falta de água que parece ter afetado o cérebro dos paulistas?
Também hoje o Poços 10 Notícias destaca que a “mídia golpista não mostra: Dilma ganhou em municípios com poucos beneficiados pelo bolsa família”.  Aliás, um tucano me perguntou se eu recebo o Bolsa Família (que o PSDB chamou de Bolsa Esmola mas o Aécio ia preservar) por ter votado na Dilma.  Não, não perguntei se ele ia receber um aecioporto em caso de vitória do cheirador.
O povo venceu as eleições, apesar da mídia golpista e do judiciário corrupto, mas a luta continua.  O fascismo renasceu, financiado pelos inimigos do Brasil. Vigiai, ficai atentos e sempre alerta.  

domingo, outubro 26, 2014

Apesar de você, mídia golpista

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Lá lá lá lá laiá

Leitura de domingo - Hoje não é Armagedom



A Folha continua em cima do muro, sem confessar sua torcida pelo candidato do retrocesso. Até o DataFolha, que prefere anunciar um empate técnico. Hidrófobos como sempre, Cantanhede e Gullar nem merecem ser lidos. O que salva a edição, o que já virou rotina, é a coluna do Janio de Freitas: “Os enganados e o mentiroso”. Ele lembra, sabiamente, que o país não ficou dividido agora. O país sempre foi dividido, sempre foi Casa Grande & Senzala.
O Estadão, que não é dissimulado como a Folha, deixa claro em editorial sua opção político-eleitoral ao defender o voto em Aécio. E estampa que a 'eleição chega ao fim hoje como a mais acirrada desde 1989'. É verdade, nunca antes na curta história democrática deste país a direita esteve tão perto de ser eleita, com o apoio da mídia, do judiciário e de todas forças conservadoras.
O Globo concorda que 'desde a redemocratização não se via uma disputa tão acirrada' mas festeja que 'Aécio volta a subir em pesquisas e disputa com Dilma está indefinida' para o deleite de seus colunistas lambe-botas Merval, Noblat, Leitão e outros.
Época, a revistinha rosa que rivaliza com a Caras, segue a linha do Grupo Globo, maior conglomerado de mídia do país e da América Latina, que faturou mais de 14 bilhões de reais e cresceu mais de 9% no ano passado. O negócio deles é escolher o que, como, quando, onde e por que informar ou contrainformar.
A Veja, assim como os eleitores do Aécio, é mais radical do que o próprio PSDB e seus filiais DEM e PPS. Concorda que o 'Brasil volta às urnas na eleição mais acirrada da história' após cometer mais um crime eleitoral adiantando uma capa considerada pelo TSE como 'panfletário de campanha'. O panfleto da famiglia Civita, parcialmente sob controle do grupo racista sul-africano Naspers, é porta-voz de terrorismo e golpismo político-eleitoral.
Depois da saída do Paulo Moreira Leite, a IstoÉ, que chegou a publicar umas 4 capas sobre o trensalão tucano em SP, virou casaca de vez, parecendo agora uma filial da Veja. Nesta semana afirma que a campanha de Dilma é 'montada na mentira' deixando clara sua opção por Aécio, no qual vota ao som de gritos e rojões porque o Instituto Sensus, ligado ao PSDB, dá agora 4 pontos de vantagem para o playboy.
Resta apenas a CartaCapital, que mostra Dilma à frente segundo o Vox Populi, o Ibope e o DataFolha. E também destaca (em textos da Deutsche Welle e do The Observer) o surpreendente número de mulheres jovens que trocam o Ocidente pelo Estado Islâmico, jogando por terra o mito do pacifismo feminino.
Da blogosfera, hoje compartilho o site mineiro Poços 10 Notícias.
O mundo não acaba hoje, como brinca o colunista José Simão da Folha, citado pela Dilma no último debate ao lembrar o programa “meu banho, minha vida” do tucanato paulista. Qualquer que seja o resultado das eleições, a decisão popular é soberana e a luta por mais democracia e justiça social deve e precisa continuar.
Os fascistas não passarão! Até a vitória, companheirada. #DilmaNovamente

domingo, outubro 19, 2014

Leitura de domingo - Mídia e Judiciário elegerão o candidato do retrocesso?



A Folha, um jornal a serviço do conservadorismo, continua a favor de Aécio, mas sem assumir em seu editorial de hoje, em que faz de conta que é neutra.  Vale a pena dar uma olhada na coluna da ombudsman (por que não ombudswoman?) Vera Guimarães Martins, mas quem salva a edição é o Janio de Freitas, que comenta a censura imposta pelo TCE a uma semana do segundo turno.
O Estadão, que não dissimula e se declara conservador, ilustra bem seu partidarismo hoje no editorial 'a esperança contra o ódio'.
O Globo, como era de se esperar, apoia a censura do TSE a esta altura do jogo por causa do “desvirtuamento da campanha eleitoral”, em editorial claramente oposicionista.
A Veja, claramente de direita, continua em sua apaixonada cruzada contra o PT, Lula e Dilma, estampando o doleiro Youssef, segundo o qual em 2010 a campanha de Dilma recebeu dinheiro desviado da Petrobras.
A IstoÉ, que agora parece reivindicar o título de porta-voz número um da direita, estampa “Corrupção: você aceita isso?”, afirma que a campanha de Dilma usa a mentira como arma, e comemora Aécio ‘13’ pontos na frente.
A revista Época, da Globo, jornalismo rosa, está cada vez mais parecida com a “Caras” e o destaque, além da torcida por Aécio, é a foto dele beijando as mãos de Marina, que aparece nas redes sociais como a “noiva cadáver”.  Aliás, ela tinha dito que não subiria no palanque do PSDB, mas novamente mudou de ideia e fez isso no Pará. É a ‘nova política’ da santa do pau oco.
Das revistas semanais a exceção é a CartaCapital, a única favorável à reeleição da Dilma e não alinhada ao jornalismo subordinado aos interesses dos Estados Unidos e de Israel. Aliás, destaca esta semana que prisioneiros de guerra de 1948 a 1955 sofriam com miséria, falta de higiene, fome, doenças, trabalho forçado, tortura e tentativas de fuga punidas com execuções em campos de concentração de Israel para palestinos.
Como pudemos acompanhar nos últimos meses, a mídia não mudou de lado: é conservadora e combate todo e qualquer governo que tenha a ousadia de ficar do lado do povo e do trabalho em detrimento das elites e do capital.  Foi assim com João Goulart de 1961 a 1964.  E tem sido da mesma forma nos últimos 12 anos.  Elegeu Collor em 1989 e o forçou a renunciar em 1992.  Domingo que vem veremos se ainda tem força para eleger e derrubar presidentes no Brasil. Está perto de seu objetivo, já que desta vez tem o apoio do Judiciário.  Quem duvida, basta lembrar que o mensalão original, tucano, prescreveu.  E, como lembrou Dilma no debate da Bandeirantes, não há sequer um condenado cumprindo pena pelos diversos escândalos promovidos pelo PSDB durante a gestão FHC e os governos estaduais tucanos.  A Justiça é como as víboras, que só picam os pés descalços. Outro fator que vai pesar nestas eleições é o renascimento do fascismo, que já cresce na Europa e nos Estados Unidos, agora entre nós, como bem lembra o Paulo Moreira Leite.
Hoje o blog indicado é o do PML, citado acima.
A hora é de esquecer divergências e votar conscientemente para garantir que o país mude mais, com mais democracia e mais justiça social.  Para isto, reitero meu voto em Dilma.  Boa semana a todos.

domingo, outubro 12, 2014

Hoje é dia das crianças no Brasil!


Tenho muita saudade das minhas crianças. Mas, enquanto não chegar o dia de reencontrá-las, sigo sonhando com um mundo melhor para todas elas.  Como  não tenho palavras agora, faço-as com a poesia de Victor Jara nos vídeos acima e abaixo.
Por isso recomendo uma visita ao site da Unicef, do qual traduzi o texto seguinte.
Imagine um mundo onde todas as crianças têm a chance para realizar o seu potencial, onde cada criança tenha um lugar decente para dormir, comida suficiente, uma sala de aula e a saúde de aprender, crescer e prosperar. Imagine um mundo em que os direitos de cada criança são realizados.
O mundo - e as crianças do mundo - enfrentaram muitos desafios em 2013, mas houve marcos importantes para se reconhecer, também:
  • O número de mortes evitáveis ​​de crianças menores de cinco foi cortado quase pela metade entre 1990 e 2013;
  • 89% da população global usou uma melhor fonte de água para beber e 64% usou instalações sanitárias melhores;
  • 123 países agora penalizam todas as formas de violência sexual contra crianças.
Em 2013, a UNICEF trabalhou para construir o progresso que tem sido feito para as crianças - conduzir a mudança para os mais vulneráveis​​, desfavorecidos e excluídos - e aumentar o progresso no futuro.
Caso o leitor não odeie as políticas públicas de inclusão social, vale a pena dar uma olhadinha no site Brasil da Mudança também.


Leitura de domingo

A Folha continua dissimulada.  Morde e assopra. Dá uma no cravo e outra na ferradura.  Mas o pasquim da famiglia Frias, que apoiou logística e ideologicamente a ditadura, a qual chamava carinhosamente de ‘ditabranda’, não engana mais ninguém; espero.  Hoje a manchete principal é: ‘Choque de gestão’ de Aécio em MG teve efeito limitado.  Fica em cima do muro com a Mônica Bergamo: antipetismo causa separação (‘divórcio ideológico amigável’) de dupla de Fernando Meirelles.  Repare que o título não cita o nome do fotógrafo uruguaio César Charlone, incomodado com o ódio de classe surgido das sombras contra o PT.  O que salva a edição é, como sempre, a coluna do Janio de Freitas, mostrando o que é a ‘elite financeira’ e o sobe e desce da Bolsa: uma eleição de muitos.
O Estadão, pasquim da famiglia Mesquita, destaca que ‘Dilma prepara novo pacote de tributos para agradar a empresários’ e que ‘Aécio aceita parte das bandeiras de Marina’, deixando a redução da maioridade penal de fora e recebendo carta de apoio da viúva de Campos.  O Estadão, como toda a mídia golpista, escolhe o que, como e quando informar ou não.  Retiraram até do Internet Archive a matéria encomendada pelo Zé Bolinha Çerra em que insinuaram o hábito de aspiração do playboy AE5, intitulado “Pó pará, governador?”.
O Globo, mais serelepe que a Cantanhede (da Folha e do PSDB), diz que ‘Aécio espera ter hoje o apoio de Marina’, e que ‘Dilma quebra promessa e ataca tucano’ ao lembrar mensalão tucano, caso Alstom em SP (trensalão) e que vazamento seletivo de caso Petrobras é eleitoreiro.  E aí continuam os mesmos os ‘calunistas’ Merval Pereira, Ricardo Noblat e Míriam Leitão, entre outros.  Ou seja, a organização da famiglia Marinho continua manipulando você.
A revista Época, imprensa rosa da Globo, é só material de campanha do AE5, com o candidato da direita na capa dizendo cinicamente que ‘o governo dele será o governo dos pobres’ e que ‘não se sente obrigado a disputar um segundo mandato’.  A propósito, a reeleição foi comprada pelo PSDB, lembra?  
Mais serelepe que O Globo e a Cantanhede está a Veja, folhetim da famiglia Civita.  E, como o Facebook, fedorenta também, com seu ‘caminho aberto para Aécio, o fator surpresa que ganhou mais 30 milhões de votos de um dia para outro’!
A IstoÉ, que virou totalmente à direita, estampa que a ‘campanha de Dilma (está) sob suspeita’ e despudoradamente ‘mostra que o tucano abriu 17 pontos sobre Dilma’ em pesquisa do Instituto Sensus.  Cabe lembrar que Sensus/IstoÉ é empresa de Clésio de Andrade, ex-vice de Aécio, e réu no mensalão tucano.
A única revista semanal que se salva ainda é a CartaCapital, que faz a síntese do momento: ‘estão em disputa dois projetos opostos de Brasil, o futuro versus o passado’.  Outros destaques são: ‘Erundina: apoio a Aécio é vexatório’ e ‘Sururu no ninho tucano’.  A exemplo da França, parece que o Brasil também descamba para a direita.  Tomara que não.
Como disse Malcolm X: “A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais terão você odiando as pessoas que estão sendo oprimidas e amando as pessoas que estão fazendo a opressão.” E vale complementar com Joseph Pulitzer: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.
Não é um blog, mas é meu destaque hoje o media watch website Observatório da Imprensa, porque com ele ‘você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito’.

domingo, outubro 05, 2014

Leitura de domingo

Os jornalões voltam a ficar animados com as últimas pesquisas que apontam para um segundo turno com Aécio, o plano A da direita, o candidato dos conservadores, dos reacionários.
A Falha e o DataFalha decretam: Dilma 44%, Aécio 26% e Marina 24%.  Diz que eleição chega ao primeiro turno com dúvida sobre quem enfrentará Dilma.  O que chama a atenção é o artigo segundo o qual “hegemonia do PSDB no interior deve garantir vitória”.  Para o paulista do interior não existe má gestão na SABESP, assalto a trem e metrô no trensalão de empresas multinacionais e governadores do PSDB, pedágios mais caros do mundo, segurança pública deficiente.  O servo da organização paracristã de direita Opus Dei, Picolé de Chuchu, deve se reeleger no primeiro turno.  Alternância de poder no estado, não.
O Estadão está todo serelepe com a pesquisa do Ibope mostrando que Aécio cresce, ultrapassa Marina, mas vaga no 2° turno fica indefinida. Diz ainda que Aécio sobe 5 pontos, sai do desânimo, ganha fôlego e volta ao jogo com chance real.  O cara de pau, recebido com tomates no próprio estado, disse que Dilma foi a MG por estar ‘assustada’.  Lá Dilma está na frente e Pimentel ganha no primeiro turno.  A má notícia é que Çerra está bem à frente de Suplicy na corrida ao senado.  Como o Zé Bolinha nunca cumpriu um mandato, é certo que, caso eleito senador, disputará a prefeitura da capital daqui a 2 anos.
O Globo acompanha os jornalões paulistas e faz campanha pelo playboy tucano através de seus colunistas, os sempre pelegos Merval, Miriam Leitão, Noblat.  Talvez a única informação que presta seja o artigo sobre o número de eleitores que compareceram para votar nas últimas eleições mundo afora.  Nós estamos atrás apenas da Índia, dos Estados Unidos e da Indonésia.
O pasquim fascista da Abril e da Naspers ficou sem bala de prata e mostra Marina e Aécio como a última esperança dos reacionários que ‘rejeitam a classe política e desejam mudança’.  E, claro, nos subtítulos insiste em ‘petrolão’ e Joaquim Barbosa, o ídolo dos coxinhas.  É preciso usar EPI (equipamento de proteção individual) para abrir esse folhetim porta-voz do obscurantismo.
A IstoÉ confirma que fareja o fim do jornalismo de esgoto da Abril e, como urubu, disputa seu público vil com uma guinada à direita, festejando virada de Aécio sobre Marina e presença do tucano no 2° turno, que seria a ‘hora da mudança’, quando o eleitor expressará o desejo de um Brasil melhor através do voto...em Aécio? Essa revista ‘endireitou’ mesmo com a saída do Paulo Moreira Leite em agosto, quando foi para o Brasil247.
A revista Época, imprensa rosa, também segue a linha conservadora das outras acima e revela que ‘Joaquim Barbosa foi convidado para vice de Aécio’. Isto aconteceu no final do ano passado, mas um colunista ex-Veja relembrou isto ontem, ao mesmo tempo em que Veja defende o ex-ministro do STF que teve registro de advogado negado pela OAB.  Por que será?
A CartaCapital, a única revista semanal independente, destaca que o trabalho escravo financiou 61 candidatos, entre os quais o único presidenciável financiado por empresas na ‘lista suja’ do Ministério do Trabalho é Aécio.  Nenhuma novidade, portanto.  Cabe aqui uma reflexão sobre reforma política e a proposta de financiamento público de campanhas político-eleitorais. É interessante e educativo também o artigo da Cynara Menezes sobre os ‘desertores das eleições’.
Já que citei a Cynara, destaco hoje seu blog.
Então é isso por hoje, companheirada:
#Dilma13PraVencer
#NaoVaiTer2oTurno

domingo, setembro 28, 2014

Leitura de domingo


Agora falta só uma semana, seis edições do telejornal Jornal Nacional, da Globo, e uma capa da revista Veja, da Abril e da Naspers.
A Folha, dúbia como quem nunca desce do muro, por um lado estampa o que pode ser a bala de prata da banda antipetista da PF, que apura elo entre tesoureiro do PT e doleiro preso; e por outro, as doações do PSDB a partidos nanicos e ao PSB em SP. Para variar, o que salva a edição é a coluna do Janio de Freitas, comentando esta campanha eleitoral “freia, grossa e errada”, de forma clara, sintética e precisa.
O Estadão parece desanimado e confessa que seu candidato, Aécio, gasta mais tempo criticando direta e indiretamente os adversários, mostrando dados do Manchetômetro.  Aliás é essencial visitar este site da UERJ, que nos lembra Malcolm X: “Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”.
O Globo, assim como o Estadão, mostra estratégia dos candidatos para esta semana e um eventual segundo turno.  E, pautado pela Veja, repercute: “Costa diz que PT pediu em 2010 R$2 milhões”, sublinhando que “Marina defende investigação sobre relato de Costa publicado pela Veja”.   Aliás, a coluna do Noblat reproduz conteúdo da Veja, perguntando “por que o terceiro ‘poste’ de Lula não deu certo”, referindo-se a Padilha.
Tanto o Estadão quanto O Globo destacam a prisão do coronel reformado que transportava 351kg de maconha.  Há 5 meses o  coronel Paulo Malhães foi assassinado, após ter confessado participação em torturas e mortes durante a ditadura militar.  Há 2 dias, 28 generais da reserva contestaram o ministro da Defesa, Celso Amorim, e atacaram a Comissão Nacional da Verdade, afirmando que não pedem desculpas e têm orgulho pelo que fizeram.  São responsáveis por torturas e assassinatos de presos militantes da resistência à ditadura militar.  Convém lembrar que os milicos de pijama estão divididos entre Marina e Aécio. Cabe perguntar: quem é o mocinho e quem é o bandido nesta história?
Os panfletos semanais continuam sem novidades.  O folhetim fascista da Abril e da Naspers continua em plena e devotada cruzada contra o PT, Lula e Dilma.
A IstoÉ parece que deseja o público vil daquele folhetim decadente, destacando o vale-tudo eleitoral, as mentiras das campanhas, as candidaturas de políticos corruptos, e recentes escândalos nos 3 poderes que expõem a ‘crise de valores éticos no país’.  Como a Folha, acredita em 2° turno empatado e critica gestão (do PSDB) na USP.
A Época da Globo, entrevista Marina, que diz ter ‘muito respeito pelo Armínio’ Fraga, defensor de medidas impopulares, crítico do salário mínimo ‘muito alto’ e eventual ministro do Aécio. A imprensa rosa também tenta livrar a cara dos tucanos do trensalão ao apontar um ‘terceiro homem do caso Alstom’, envolvendo Hélio Bicudo e Fleury (que agora está com Maluf, Kassab e Skaf).
A única revista semanal que se salva é a CartaCapital, cujo editorial ‘Nova é esta Marina Silva’ mostra que Marina pratica a velha política enquanto prega o contrário e destrói o ideário de Eduardo Campos.  Esta edição destaca que Obama continua uma tradição americana de bombardear problemas que há décadas os faz crescerem.
Hoje destaco o blog “DCM – Diário do Centro do Mundo”.
Boa semana e vamos reeleger Dilma presidenta no primeiro turno, domingo que vem.

domingo, setembro 21, 2014

Leitura de domingo

Os jornalões estão sem assunto hoje. Parecem desanimados.   A Folha mostra que Dilma está na frente entre os excluídos e na classe média baixa e na intermediária, que representam 72% do eleitorado.  Na classe média alta, 20% do eleitorado, Dilma fica 8 pontos atrás de Marina.  E na classe alta, 7% do eleitorado, Dilma está atrás dos dois candidatos da direita, Marina e Aécio. Segundo a colunista Mônica Bergamo, Marina e Aécio dividem o tradicional reduto tucano do high society de SP. A disputa mais acirrada está justamente na classe média intermediária, em que a diferença é de apenas 2 pontos a favor de Dilma.  Parece que as pessoas, à medida que ficam menos pobres, passam a preferir os candidatos dos ricos e conservadores.  O fato notável é a distorção que houve na antiga pirâmide das classes sociais: o grupo dos excluídos diminuiu, a classe média baixa praticamente caiu pela metade enquanto a classe média intermediária praticamente dobrou, graças aos 12 anos do governo trabalhista de Lula e Dilma.  Esse é o dado concreto.  O resto é pó e blábláblá, se me entende.
O Estadão mostra que o doleiro Alberto Youssef, preso pela PF na Operação Lava Jato, é reincidente em esquemas de lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas desde o primeiro mandato de FHC e durante seu segundo mandato comprado.  Naquela época estava envolvido o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, além de Celso Pitta e Samuel Klein (dono das Casas Bahia).
O Globo também destaca Youssef, que teria enviado R$ 1 bi ao exterior, e mostra que PF e MP, mirando instituições que não coibiram fraudes, investigarão os bancos que fizeram vista grossa a transações feitas pelo doleiro.
Entre as revistas, o folhetim fascista estampa as armas dos candidatos nesta reta final, atribuindo emoção a Marina e racionalidade a Aécio.  Parece que o truque de inflar Marina não deu certo, e a direita volta a apostar em seu plano A, o tucano que diz saber transformar sonho em realidade – não o fez como governador em Minas, mas promete fazer como presidente.
IstoÉ, numa guinada à direita, acompanha o panfleto da Abril, entrando na “onda da razão” ao acreditar que a escolha racional (Aécio) prevalecerá sobre o voto da emoção (Marina).  E afirma que há clima tenso e desespero no Planalto, que adota a tática do medo sob a expectativa de eventual derrota no segundo turno. Na capa, envolve o governador Cid Gomes e o delator Paulo Roberto Costa.  Na IstoÉ Dinheiro, critica a falta de credibilidade do Banco Central com Alexandre Tombini.
A Época, imprensa rosa, põe Tiririca na capa, questionando se o povo sabe votar e chamando de piada o voto popular.  Além disso, ‘mostra’ como o PT seduz blogueiros e dissemina ataques na campanha digital.
A CartaCapital salva a semana ao perguntar por que existe o ódio ao PT e ao destacar que Danilo Gentili é mais que um rematado idiota, é um covarde, citando Roger, Hitler e a Ku Klux Klan. 
O destaque da semana fica para a trapalhada do IBGE e a PNAD com seus erros graves sobre desigualdade de renda, índice de analfabetismo e população desocupada, que chegou a animar a oposição que torce contra o país.  Mas o melhor de tudo foi o candidato ao governo do Rio, Garotinho, pedindo o DARF da Globo, em entrevista ao vivo na própria Globo! Lembrou o melhor momento da história da TV brasileira.
O blog da vez é o tendenciosíssimo Conversa Afiada, do PHA, o sempre bem humorado Paulo Henrique Amorim.

domingo, setembro 14, 2014

Leitura de domingo

As pesquisas eleitorais têm deixado os jornalões atordoados com o desempenho de seu candidato preferido, o senador mineiro que não sai do Rio, e com a queda de seu Plano B, a santinha do pau oco.
O que salva novamente a edição da Folha é a coluna do Jânio de Freitas, que comenta uma campanha indigna.   Mostra como Collor, Serra, Aécio e Marina baixaram o nível das campanhas eleitorais.  Vale a pena lê-lo.
O Estadão destaca que o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, devolverá dinheiro depositado na Suíça (paraíso de sonegadores) em troca de redução de pena.
O Globo achou melhor destacar que o perfil de Costa na Wikipédia foi alterado a partir da rede da Petrobrás, quando ficou evidente que Costa cresceu profissionalmente na empresa durante o governo de FHC.
Na prática os três jornalões ainda repercutem a pauta da revista de fofocas literalmente ‘mais vendida’, cuja missão é uma cruzada ideológica e político-eleitoral contra o PT, Lula e Dilma.  A capa desse pasquim destaca a ‘fúria contra Marina’, deixando claro que, muito a contragosto dos mais radicais, a direita abandonou seu Plano A, Aécio, elegendo como tábua de salvação o Plano B, que é Marina.
A revista IstoÉ traz na capa ‘como o esquema na Petrobrás abasteceu as campanhas de aliados do governo’ e destaca a ‘tática do medo’ que a campanha de Dilma estaria usando contra Marina – exagero desmentido pelo mais sensato colunista da Folha.
A revista Época, imprensa rosa, além de mostrar depoimentos que revelariam elo entre esquemas da Petrobrás e do mensalão do PT, dá voz ao pastor neopentecostal André Salles, que converteu Marina: “Deus me revelou que Marina será a próxima presidente”. 
Entre as revistonas semanais continua mais equilibrada a CartaCapital, que avalia o viés político do vazamento das investigações na Petrobrás, mal calculado para influenciar as eleições.  Também lembra que São Paulo garante a posição de Marina.  Quem entende SP? Insegurança pública, pedágio mais caro do mundo nas estradas estaduais, trensalão tucano assaltando trens e metrô por 20 anos, e agora racionamento de água por má gestão na SABESP.  Ainda assim, Picolé de Chuchu, servidor da Opus Dei, deve ser eleito no primeiro turno!
O blog que destaco hoje é o hilário Hariovaldo Almeida Prado, grande mestre no combate ao comunismo ateu e na defesa da família cristã.

sábado, setembro 13, 2014

Eu Sou o Número Quarenta e Dois

A última ditadura militar fascista no Brasil durou 21 anos.  Em 15 de janeiro de 1985 foi eleito indiretamente presidente do país o advogado, empresário e político mineiro Tancredo Neves.  Ao ser eleito, terminou seu discurso dizendo: “Não vamos nos dispersar. Continuemos reunidos, como nas praças públicas, com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão. Se todos quisermos, dizia-nos, há quase duzentos anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, podemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la!”.  Mostrou grande habilidade política para que aquele dia chegasse, já que a extrema direita queria mais 2 anos para João Figueiredo antes da sucessão por eleições diretas, eventualmente.  Mas, como tinha dito Getúlio Vargas, “no Brasil, não basta vencer a eleição, é preciso ganhar a posse!”.   Tancredo faleceu 96 dias depois, misteriosamente.  E quem assumiu a presidência em 15 de março foi José Sarney, também recém-integrante do PMDB, mas ex-correligionário de PFL, PDS, ARENA e UDN.  Assim acabou a ditadura.
Só que não. O fim da ditadura foi apenas formal, já que a sociedade brasileira, passados mais 29 anos, ainda tem um ranço autoritário herdado dos tempos da colonização.   A cultura autoritária, que era apenas da elite conservadora, ainda hoje persiste nas famílias, nos condomínios, nas ruas, nas escolas, nas empresas, nas igrejas, nos clubes, nos sindicatos, nos partidos, nas polícias, na mídia, nas diversas instâncias dos três poderes.  Passado tanto tempo, justamente o neto do moderado Tancredo agora afronta a democracia ao processar mecanismos de busca na internet, redes sociais e até institutos de pesquisa, responsabilizando-os por sua enorme rejeição popular e pelo seu terceiro lugar nas pesquisas eleitorais.  De fato, nunca antes na história deste país a direita concorreu à presidência da república com um candidato tão fraco.   E tão desesperado.  Serra, em 2010, fingiu passar mal e chegou até a fazer tomografia por causa de uma bolinha de papel que acertou sua cabeça.  Muito pior acontece agora, quando seu desafeto correligionário persegue judicialmente 66 internautas, na iminência de nem disputar eventual segundo turno mesmo em seu estado natal.   Eu sou o número 42, mas na verdade somos todos 66, os que amam a liberdade, a justiça social e a verdadeira democracia.
Lembrando Cândido e seu mentor Pangloss, de Voltaire, “tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis”.  Isto é, a boa notícia é que na hora h, às vésperas das eleições, os candidatos da direita deixam cair suas máscaras de democratas, revelando o espírito autoritário não apenas deles próprios, mas também de seus eleitores e da mídia golpista que os apoiam.

domingo, setembro 07, 2014

Leitura de domingo

Agora falta um mês para o primeiro turno.  E mais quatro capas da revista Veja.  O pasquim sionista da famiglia Civita continua em sua cruzada contra o PT, Lula e Dilma.  A capa desta semana se delicia com vazamentos seletivos do depoimento do ex-diretor da Petrobras à Polícia Federal, Paulo Roberto Costa.  Ele citou governadores (Sergio Cabral, Roseana Sarney e Eduardo Campos), ministro de Minas e Energia (Edison Lobão) e parlamentares (Renan Calheiros e outros).  Essa também foi a pauta dos jornalões, mas sem o partidarismo apaixonado do folhetim da Abril.  O procedimento normal é a polícia investigar, o ministério público acusar e a justiça julgar.  Mas a revista do grupo racista Naspers faz tudo isto ao mesmo tempo.  Escolhe o que vai ‘informar’, como vai fazê-lo e QUANDO, isto é, às vésperas das eleições.  Falta isenção, independência, apartidarismo e pluralismo.  Ou seja, não é jornalismo.  É pura e simplesmente militância política, partidária, eleitoral.
A Folha tem destaques interessantes: a opção dos eleitores de direita à Marina, a admissão de falha e descuido de Aécio com Minas Gerais, o patrocínio do Itaú ao instituto de Marina, e as empreiteiras sendo alvo da PF nas investigações sobre a Petrobras.  A colunista tucana Cantanhêde tem esperanças de que seu candidato Aécio se recupere mediante as providenciais denúncias engendradas para serem balas de prata.  O que salva a edição novamente é a coluna do Janio de Freitas, segundo a qual as hipóteses estão abertas quanto ao resultado da eleição.
O Estadão, eleitor de Aécio, estampa: PT avalia que a denúncia contra aliados põe Dilma na defensiva.  A presidenta espera dados ‘oficiais’ para tomar providências. Enquanto isto Aécio oportunamente chama as denúncias de propina na Petrobras de ‘mensalão 2’.  Já Marina, em defesa de Eduardo Campos, diz que não quer vê-lo morrer duas vezes.
O Globo, também eleitor de Aécio, mostra que a delação poderá até livrar de cadeia ex-diretor da Petrobras, quando o STF homologar acordo com o ministério público.  Mensalões anteriores não inibiram os políticos e a corrupção continua por causa, principalmente, de interesses privados e fragilidade das instituições. Está certo.  Só faltou deixar claro que a corrupção é um problema da sociedade, e não exclusivo de nenhum dos poderes do Estado – se bem que o nosso Judiciário é o pior deles.
A revista Época, da Globo, imprensa rosa, destaca a força dos evangélicos e o processo por improbidade a que responde Fábio Vaz, o marido da Marina Silva.  Interessante também é destaque ao movimento Marimar, unificação dos eleitores de Marina e de Marconi Perillo, candidato a reeleição em Goiás pelo PSDB.  Como bem lembramos, Perillo é sócio ou ex-sócio do bicheiro que pauta ou pautava a revista Veja, Carlinhos Cachoeira.  O movimento também ficou conhecido como Mariconi!
A IstoÉ, bastante tucana desta vez, destaca a ofensiva ou cartada de Aécio (plano para virar o jogo e chegar ao segundo turno), a Propinobras (esquema criminoso de PT e aliados na Petrobras) e a busca dos indecisos (na campanha que continua aberta).  E lembra que Maluf, a exemplo da Soninha, foi barrado na Ficha Limpa, além de ser chamado de “Sr. Propina” pela Transparência Internacional.
A CartaCapital destaca o programa de caridade Criança Esperança, a “Bolsa Globo”, uma contradição da organização que hipnotiza o brasileiro, opositora ferrenha dos programas sociais do governo.  Outro destaque interessante é a pergunta afinal, quem são os evangélicos?
Como se vê, a mídia ainda não desistiu de seu candidato, o tucano Aécio Neves.  E o plano B da mídia, dos conservadores e dos especuladores é Marina, para a eventualidade do senador playboy não emplacar sua bolsa de denúncias e suas balas de prata.
O blog recomendado hoje é o do Balaio do Kotscho

quarta-feira, setembro 03, 2014

Sobre hipocrisia, animais e crianças

Quanto mais conheço as pessoas, mais amo os animais.  Não se sabe exatamente quem disse esta frase pela primeira vez, mas ela é atribuída a Rui Barbosa, a Alexandre Herculano e a Blaise Pascal, como vemos no Google.  Não importa quem disse.  E nem a forma, que pode variar um pouco, sendo pessoas substituídas por homens, e animais, por cachorros, por exemplo. O que importa é seu conteúdo.  Não saberia fazer uma análise psicológica ou psicoterapêutica da frase, mas ela revela a repulsa por pessoas, o fracasso ou a negação dos relacionamentos, a solidão, o individualismo, a carência afetiva, a fuga da realidade, a alienação.
Basta entrar no Facebook e no Instagram que você verá centenas de pessoas exibindo orgulhosamente seus pets, sejam cachorros, gatos, passarinhos e até, como cantaram os Titãs, oncinha pintada, zebrinha listrada e coelhinho peludo.
A mídia golpista recentemente divulgou dados do IBGE e da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) mostrando que o brasileiro gasta cerca de 6 bilhões de reais por ano com animais de estimação, sendo um terço desse total em São Paulo. E aqui as indústrias do setor só faturam menos do que nos Estados Unidos.  Manter um cachorro demanda o gasto de praticamente meio salário mínimo ao mês com ração, vermífugo, vacina, controle de pulgas, veterinário, banho, tosa.   Dá para arriscar a dizer que há muito animal por aí que tem vida melhor do que a vida de muitas crianças pobres, abandonadas.
Há pessoas que viajam aos centros de compras da moda mundo afora, com seus pets ou não, só para trazer, entre as inúmeras sacolas, bens para seus bichanos.  E animais domésticos são considerados por muita gente como fazendo parte da família, às vezes sendo de fato a única família de muitas pessoas.
Há pessoas que amam seus animais e odeiam o ser humano.  Não digo que odeiam o semelhante porque, a esta altura, para estas pessoas o semelhante é exatamente o animal.  Eles odeiam a gente ‘diferenciada’, aquele que vem ‘lá de nós’, o forasteiro, o nortista, o nordestino, o empregado, o pobre.  Estas mesmas pessoas, que se acham ou se dizem cristãs, não amam o próximo como a si mesmas.  Mas amam a seus animais com toda possessividade.  Para elas, mais vale um cão ou um gato do que uma criança. 
Essa alienação é tão contraditória que estes amantes de animais não dão a mínima se o animal for um boi, um porco, um cabrito, uma galinha.  Esses bichos não são ‘fofinhos’. Danem-se.  Os alienados que outro dia invadiram um laboratório que usava animais para testes ‘libertaram’ apenas os bichos fofinhos, deixaram de lado os ratos feios.  Esses alienados jamais visitaram um abatedouro, um matadouro ou um frigorífico.  Eles não se importam que os bichos que não são fofinhos sofram quando cruelmente massacrados.   Da mesma forma que a mídia golpista não se importa com o genocídio cometido todos os dias pelos sionistas ladrões das terras palestinas. De fato, hoje em dia não se pode esperar muito das pessoas mesmo.

domingo, agosto 31, 2014

Leitura de domingo

Faltando cinco semanas para o primeiro turno das eleições, a ‘ombudsman’ tenta explicar por que a Folha não assume uma candidatura, como sempre fez o New York Times e vem fazendo o Estadão.  Desde os tempos da universidade a Folha foi meu jornal preferido por duas razões.  Sempre foi muito inovador na forma, na diagramação, nas cores etc..  Sempre deu espaço a opiniões diversas.  Achei estranho o comportamento do jornal já em 1992, quando participou da campanha da revista Veja contra Collor, que tinha sido o queridinho da mídia em 1989.  Mas confesso que só conheci mesmo a Folha depois de 2003, no governo Lula.   Em 2009 em editorial criticando Hugo Chávez, a Folha usa o termo ‘ditabranda’ para o fascismo que vivemos de 1964 a 1985.  Em 2010 sua executiva e presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Maria Judith Brito, assumiu a imprensa como partido político.  Em 2011, em seu aniversário de 90 anos, a Folha finalmente confessou sua participação na ditadura militar.  Agora, a Folha em propaganda, para mim política-eleitoral, se diz contra a política econômica.  Entre os colunistas, hoje vemos uma Cantanhede desolada com o desempenho de Aécio nas pesquisas, e o Jânio de Freitas outra vez brilhante ao mostrar a igualdade dos programas de governo de Aécio e de Marina: “Um em dois”.
O Estadão diz que Marina divulga ‘errata’ e reduz apoio à causa gay, enquanto Malafaia diz que ‘melhorou muito’ o plano de governo dela após esta mudança.  Marina, se eleita, colocará em xeque o modelo de coalizão e, com base pequena, deverá negociar cada projeto, dependendo muito do PSDB.  O jornalão destaca que, para Dilma, a democracia não funciona sem partidos e quem não governa com partidos flerta com autoritarismo.
O Globo destaca que o programa de Marina trará gastos adicionais de R$95 bi ao ano.  E pergunta se Marina, candidata em metamorfose, é evolução ou incoerência.  A urubóloga Miriam Leitão fala em recessão e é só pessimismo.  E os rola-bostas Merval e Noblat pedem voto útil em Aécio.
O destaque do Jornal do Brasil é a intolerância racial, que realmente chamou a atenção nesta semana depois do que ocorreu no jogo Grêmio X Santos.  O negro é considerado ‘macaco’, ‘escravo’ e ‘ladrão’ por enorme quantidade de jovens que usam o Facebook.  Observem que o preconceito não é dos pais ou dos avós, mas dos jovens!  Os mesmos jovens que ‘brigam’ por mais e melhor educação, mas não titubeiam um segundo antes de mandar qualquer um tomar naquele lugar.
Nosso pasquim fascista, a Veja, continua como sempre em sua cruzada contra Lula, Dilma e o PT.  Não tem nenhuma credibilidade, a não ser para seu vil público.  Essa revista, que pertence à bilionária famiglia Civita e ao grupo racista sul-africano Naspers, é o melhor exemplo daquilo que foi previsto sabiamente por Joseph Pulitzer: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.  Veja não merece nenhum comentário, assim como a revista Época, imprensa rosa.
Em “a nova roupa da velha política”, a IstoÉ afirma que Marina se apresenta como novidade no discurso, mas para chegar ao poder recorre a antigas práticas.  E mostra os ‘companheiros’ dela: Heráclito Fortes, Roberto Freire e Paulo Bornhausen, ou seja, a parte da direita que já abandonou Aécio.  Destaca também o fato de que o jovem, sendo um terço do eleitorado, poderá decidir quem vai comandar o país.  Considerando a ignorância e a alienação desses moços, isto se torna preocupante.
A CartaCapital destaca o que disse Jean Wyllys: “Marina, você brincou com a esperança de milhões de pessoas”.  E revela que em 1970 a ditadura usou armas químicas (bombas de napalm) no Vale do Ribeira contra a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) de Carlos Lamarca.
Hoje finalizo com as palavras de Millôr Fernandes: “A imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o País. Acho que uma das grandes culpadas das condições do País, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. Repito, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não quero falar da televisão, que já nasceu pusilânime”.
P.S.: O blog da vez é o Viomundo, do Azenha.  É indispensável para que a gente fique imune às falcatruas da máfia da grande imprensa.

domingo, agosto 24, 2014

Leitura de domingo

burros
As revistas semanais que colocaram Eduardo Campos na capa da semana passada, com exceção da CartaCapital, agora trazem Marina, cuja ascensão nas pesquisas de intenção de voto é o assunto da semana.
Veja, que continua firme em sua militância político-eleitoral contra Dilma e o PT, questiona se Marina é uma miragem efêmera ou se ela representa uma candidatura ‘sustentável’.  Dentro dela, enquanto um sabujo (Azevedo) critica Marina, outro (Nunes) malha a presidenta.  Não é necessário ser especialista em política para perceber que o candidato desse folhetim é o playboy mineiro, Aécio.
Época, imprensa rosa, pergunta até onde Marina vai.  E cita a senadora Kátia Abreu, miss desmatamento e musa da serra elétrica, ao destacar que Marina faz da questão ambiental uma religião.  Parece que a única matéria que presta nesta edição é do bissexual autor de novelas Walcyr Carrasco, “Elevador de serviço e banheiro de empregada”, em que expõe o preconceito contra negros e pobres, infelizmente tão comum em nossa classe média.  Como cantou Cazuza, a burguesia fede.
IstoÉ compara Marina a uma esfinge e pergunta quem a decifra, além de afirmar que Aécio é o político mais parecido com Eduardo Campos.  O destaque positivo é a matéria sobre a prisão no Paraguai do ex-médico tarado, Roger Abdelmassih, que tinha fugido com um habeas corpus concedido pelo juiz Gilmar Mendes, ex-advogado geral da União no governo de FHC, empossado ministro do STF pelo Farol de Alexandria (FHC).  Vale lembrar que este juiz foi acusado de nepotismo, sonegação fiscal e falso testemunho.  Concedeu 2 habeas corpus ao bankster Daniel Dantas, é amigo de Demóstenes Torres e José (Bolinha de Papel) Serra.
Novamente a melhor alternativa da semana é a CartaCapital.  O destaque é o negócio suspeito da JBS, dona da marca Friboi, que a direita andou difamando com fins eleitorais que era do filho do Lula.  De fato, esta empresa tem sido uma das maiores doadoras das campanhas eleitorais: 14 milhões para o PMDB, 10 milhões para o PP do Maluf, 7 milhões para o PSDB, 5 milhões para o PT e 1 milhão para o PSB.  É a tática do investidor prevenido, que não coloca todos os ovos na mesma cesta.  Daí a importância da discussão sobre o financiamento público de campanha, que a direita nem quer ouvir falar.
O melhor de O Globo é o destaque ao decacampeonato de nossas meninas no Grand Prix de vôlei, que atropelaram Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão.  Fora disso, sobra o costumeiro bairrismo, segundo o qual o Rio é o centro do mundo, depois de Nova Iorque, e as colunas fétidas (como a Baía de Guanabara, segundo o próprio jornal) de Noblat, Merval e Míriam Leitão.
O Estadão, cujo candidato é o Aécio, está assustado com a Marina e lamenta que a campanha dela inclua conselho popular em plano e programa de governo, outro pesadelo da direita.
A Folha, também engajada na campanha tucana, destaca a crise e a fragilidade estrutural na campanha de Marina.  E, junto com a mídia paulistana, ataca a gestão de Haddad na prefeitura.  A jornalista, Eliane Cantanhêde, também conhecida por musa tucana da ‘massa cheirosa’, compara Marina a Itamar Franco, explicitando como sempre seu partidarismo.
Já que a mídia não é isenta, plural, independente e apartidária, cabe apelar à blogosfera que, se também não tem aquelas qualidades desejadas na imprensa, ao menos oferece diversas opções dentro de todo o espectro ideológico.  Então,  a partir de hoje vou sugerir blogs, principalmente os “sujos”, como este.  Para começar, o destaque de hoje é o Luis Nassif Online, talvez o melhor de todos.

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...