domingo, julho 27, 2014

Leitura de domingo


Os assuntos que mais repercutiram durante a semana foram o aeroporto do Aécio e o massacre em Gaza.  O editorial da Folha trata do “pouso do tucano”, sugerindo talvez que a intenção de voto no candidato da direita deve cair nas próximas pesquisas eleitorais.  O Estadão aborda a cidade da família do tucano no blog do Marcelo Rubens Paiva, e parece ter-se divertido com o fato de Aécio ter mudado itinerário após visitar parque vazio onde esperava encontrar eleitores, junto com o Zé Bolinha Çerra e o Picolé de Chuchu.  Os nossos jornalões deixam claro que não gostam dos tucanos de fora de São Paulo.
Por outro lado, as revistas semanais continuam ilustrando o espectro ideológico de nossa mídia.  O folhetim da família Civita é o mais entusiasta porta-voz da direita e, como de costume, traz outra daquelas capas que mais parecem panfletos de porta de fábrica no que se refere à falta de isenção, pluralismo, independência e apartidarismo.  O fato é que Veja tem um público tão vil como ela mesma, nas palavras do visionário Joseph Pulitzer, jornalista americano de origem judaico-húngara.
A revista Época, da família Marinho, questiona se o Brasil deveria se envolver no “conflito” entre Israel e Hamas.  Desaprovou a atitude do Itamaraty de chamar de volta nosso embaixador e de não ter citado os foguetes do Hamas naquela nota que irritou o “sub do sub do sub” porta-voz de Israel.
A IstoÉ, que se diz independente, deu espaço aos "mimimis" de FHC, que tenta alavancar a campanha do Aécio ao criticar Dilma e espalhar pessimismo.  Mas, além da coluna do Paulo Moreira Leite, vale a pena ler o artigo da Ana Weiss, “Hollywood nazista”, mostrando o passado colaboracionista dos hoje sionistas estúdios americanos.  De fato, o cinema se transformou na maior arma de propaganda ideológica, acima dos demais meios de comunicação, da mídia.
A CartaCapital, que parece solidária com aqueles mascarados covardes de junho, revela “o passado revolucionário” de Aloysio PQP Nunes, o vira-casaca senador dos coxinhas. Em 2010, muita gente desinformada e mal informada não queria votar na Dilma por ela ter sido terrorista, mas votou no Aloysio sem saber que ele foi motorista e guarda-costas do Marighella, tomando parte em diversas ações armadas, inclusive assaltos a trem pagador.  Santa ignorância!
É realmente uma pena que muita gente troque os livros e a imprensa escrita pelo cinema, pela TV e pelas redes sociais.  A capacidade de reflexão e o senso crítico aparentemente estão em extinção.

domingo, julho 20, 2014

Leitura de domingo


A Folha de hoje traz a seguinte manchete: "Governo de Minas faz aeroporto em terreno de tio de Aécio". Aécio gastou R$ 14 milhões para construir aeroporto em terras da família no fim de seu segundo mandato como governador do Estado.  Um homem que não passa tempo com sua família jamais pode ser um homem de verdade, não é mesmo? Agora, pelo Facebook, e não podia ser por outra mídia, o candidato da direita desmente a Folha dizendo que critérios foram técnicos.  Acredite se quiser.

O Estadão lembra que Israel já fez 410 vítimas em 13 dias, mas o site da Veja mostra apenas que o cessar-fogo em Gaza durou menos de uma hora, destacando a acusação israelense de que a culpa foi do Hamas.  Ou seja, o folhetim da família Civita tem claramente um lado: Israel. Por outro lado, na sexta-feira o Estadão destacou que Putin pediu uma investigação rápida sobre a queda do avião malaio na Ucrânia.  No entanto, a Veja rapidamente julgou e condenou Putin, estampando em sua capa que a culpa é dele! Fica novamente claro o engajamento desse pasquim.  De quebra, e para não perder o costume, vaticina que os números do Datafolha devem piorar para Dilma.  De fato, este pasquim sionista não sabe o que é isenção, pluralidade, independência e apartidarismo.

A IstoÉ aborda a queda do avião malaio de uma forma ponderada e durante a semana destaca que Israel invade a Faixa de Gaza por ar, terra e mar.

A Época dá destaque ao vice de Aécio, o ex-terrorista Aloysio “PQP” Nunes Ferreira, segundo o qual as críticas contra o governo federal ajudaram a unir o PSDB e a oposição, negando também o caixa dois do PSDB, ou seja, o mensalão original, que os tucanos inventaram em Minas.

Assim caminha a nossa mídia, “com passos de formiga e sem vontade”.


domingo, julho 06, 2014

Cristãos do PSDB

Os tempos mudaram.  E muito.  Quando Pilatos apresentou Jesus ao povo para que fosse decidido quem seria crucificado, o povo optou por libertar Barrabás, ladrão e assassino.  O próprio Jesus disse ao ladrão, crucificado a seu lado, “Em verdade eu te digo, hoje, estarás comigo no paraíso”.  Isto é o Novo Testamento.
Segundo o Velho Testamento, um dos dez mandamentos era "Não matarás".  Mas parece que judeus e cristãos de hoje não se contentam com a "lei de talião", ou da retaliação, mas preferem a vingança, o linchamento, o esquartejamento.
É comum se ver na mídia e nas redes sociais cristãos condenando o aborto e, ao mesmo tempo, defendendo a pena de morte, além da redução da maioridade penal.
Que as igrejas cristãs, e particularmente as pentecostais, estão repletas de ex-pecadores, ex-criminosos e ex-condenados, a maioria de nós já sabia.  Mas que há irmãos por aí cujo lema é "bandido bom é bandido morto", poucos estão cientes.  Pois é, um destes "irmãos" é o coronel da PM Paulo Telhada, músico da Congregação Cristã no Brasil, fundada pelo ítalo-americano Luigi Francescon - ver http://www.usp.br/revistausp/67/08-campos.pdf.  Para saber mais deste amigo do ex-senador e ex-governador do PSDB, José Serra, vale a pena relembrar que Serra saiu em defesa do irmão que matou 36 e ameaçou jornalista da Folha: http://bit.ly/1qL3ztf.
É interessante observar que muitos cristãos de hoje, em vez de agir como Jesus, agem de forma completamente oposta, talvez acreditando que bastará um futuro arrependimento para que sejam perdoados e tenham um lugar garantido nas muitas moradas do Pai Eterno.  É por isto que, lembrando Gandhi, eu admiro Cristo mas tenho medo e nojo dos cristãos.  Como disse Mahatma Gandhi, o maior cristão não-cristão, "Eu seria cristão, sem dúvida, se os cristãos o fossem vinte e quatro horas por dia".