quinta-feira, setembro 24, 2015

Notícias da Hora

Alemães são melhores em tudo mesmo?
Nada como empresas sérias como as europeias, não? A legendária Volkswagen admitiu que onze milhões de carros estão equipados com software que frauda resultados de testes sobre emissão de poluentes.  Imagina se fosse uma empresa latino-americana, brasileira!  Saiba mais pela CNBC: http://www.cnbc.com/2015/09/22/vw-scandal-germanys-reputation-on-the-line.html
Não bastasse esse ato de “honestidade” da empresa do primeiro mundo, em maio do ano passado soubemos de seu envolvimento com a ditadura fascista implantada aqui em 1964: “Envolvimento da Volkswagen com ditadura brasileira questionado por acionistas”.
Prêmio por gestão hídrica é merecido?
Piada pronta: o governador paulista Geraldo Alckmin, vulgo Picolé de Chuchu, servo da Opus Dei e preferido da direita, ganhou da Câmara o prêmio de gestão hídrica.  Sério! Confira: http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/198008/Com-SP-'na-seca'-Alckmin-recebe-pr%C3%AAmio-de-gest%C3%A3o-h%C3%ADdrica.htm
Se achar que o Brasil247 tem viés “petralha”, então confira no conservador e golpista O Globo: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/09/alckmin-diz-que-premio-sobre-gestao-hidrica-e-modestia-parte-merecido.html
Pato Donald virou petralha?                         
O maior jornal americano, The Wall Street Journal, liberal apesar de ser do canastrão Rupert Murdoch, elogia o prefeito paulistano chamando-o de “visionário urbano”.  Será que os jornalistas de Patópolis e Gothan City viraram petralhas?
Apesar de bater no prefeito todo o dia, o Estadão, ultraconservador, critica, mas admite: http://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/fernando-haddad-a-ousadia-sem-dialogo/

Nada melhor do que um dia após o outro!

terça-feira, setembro 22, 2015

Mídia e outras empresas

É interessante o artigo da ScienceNews.org Unbiased computer confirms media bias. É uma pena que esteja apenas em inglês.  Resumindo, o artigo comenta sobre um programa de computador que confirma o viés ideológico e político da mídia ao analisar a escolha que esta faz das citações (trechos de discurso) dos agentes políticos.   
Lá em Patópolis e Gothan City eles concluem não haver diferença entre o badalado NYT e a horrível Fox. Aliás, um presidente americano (Lyndon B. Johnson) resumiu o papel da mídia assim: "Se uma manhã eu andasse sobre a água do rio Potomac, a manchete naquela tarde seria: 'O presidente não sabe nadar’".  A mídia no Brasil está concentrada em uma dúzia de famílias, sendo mais importantes as seguintes: Marinho, Frias, Mesquita, Civita, Saad, Abravanel e Macedo.  De tudo o que acontece no mundo inteiro e o tempo todo, essas famílias escolhem o que, quando, onde, como noticiar - naturalmente de acordo com os interesses de sua classe.  Então é apenas marketing aquela estória de imprensa livre, isenta, imparcial, independente, plural, apartidária e democrática a serviço do país.  E cabe ao leitor e espectador o cuidado para não ser hipnotizado (plim-plim) e manipulado. 
Em tempo: nada como empresas sérias como as europeias, não? A legendária Volkswagen admitiu que onze milhões de carros estão equipados com software que frauda resultados de testes sobre emissão de poluentes.  Imagina se fosse uma empresa latino-americana, brasileira!  Saiba mais pela CNBC: http://www.cnbc.com/2015/09/22/vw-scandal-germanys-reputation-on-the-line.html

Não bastasse esse ato de “honestidade” da empresa do primeiro mundo, em maio do ano passado soubemos de seu envolvimento com a ditadura fascista implantada aqui em 1964: “Envolvimento da Volkswagencom ditadura brasileira questionado por acionistas”. 

sexta-feira, setembro 11, 2015

Chile, 11 de setembro de 1973

Caro amigo, 

Hoje faz 42 anos que o governo democrático do presidente Salvador Allende foi derrubado pela oposição de direita, a mídia golpista e a seção conservadora da sociedade chilena.  Infelizmente foi mais um dos golpes contra a democracia na América Latina, que foram recorrentes nas décadas de 60 e 70, com o patrocínio dos ianques. 
Passado tanto tempo, a presidenta socialista Michelle Bachelet luta com aprovação de 22% (e 61% de rejeição) contra a mídia conservadora, da mesma forma que suas colegas Cristina, na Argentina, e Dilma, aqui.  É interessante observar a conspiração reacionária cada vez mais atuante nos governos democráticos e progressistas destas nações, além do Uruguai, da Bolívia, do Equador e da Venezuela.  Há muito dinheiro e interesse alienígena na região.  E entenda-se alienígena por seu real significado: estrangeiro, forasteiro.  Ou, simplificando, gente apátrida, oriunda de paragens exóticas. 
Lembrando Chico, 
"meu caro amigo eu não pretendo provocar 
Nem atiçar suas saudades 
Mas acontece que não posso me furtar 
A lhe contar as novidades 
Aqui na terra 'tão jogando futebol 
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll 
Uns dias chove, noutros dias bate sol 
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta..." 
Pois é, está difícil abrir um jornal, uma revista, ouvir um noticiário no rádio ou na TV.  Os donos da mídia, acostumados a remeter dinheiro a paraísos fiscais imorais como a Suíça (lembra da Operação Zelotes?), de posse de concessão pública, bombardeiam diuturnamente a opinião do cidadão mais adepto de novelas, futebol, fórmula um, lutas e qualquer esporte que passe na Vênus Platinada e seus clones.  Com as mesmas bandeiras hipócritas de 1964, trabalham intensamente pelo golpe desde o fechamento das urnas em outubro passado.  Ando apreensivo, como Ubaldo, o Paranóico, saudoso como o Henfil.  Assim como no Chile de 1973 e no Brasil de 1964, mais dia, menos dia, deve haver um golpe à moda do Paraguai - dessa vez sem canhões e milicos nas ruas, mas via Judiciário, essa nossa Caixa de Pandora. 
Se isto acontecer, a gente volta a se falar em Santiago - que tal? 
Em tempo: hoje não é data de comemoração. É hora de lembrar: o povo que não recorda o passado está condenado a repeti-lo.

quinta-feira, setembro 10, 2015

O rebaixamento e os derrotados

Ontem a agência de classificação de crédito Standard & Poor’s rebaixou a nota de risco do Brasil de BBB (menor grau de investimento) para BB (sem grau de investimento).  Era o que faltava para a oposição de direita e a mídia sonegadora festejarem o “fim” do governo Dilma.  A CBN, a rádio que troca a notícia, a TV, os jornais e todos os veículos da Globo destacam festivamente o fato como se fosse o acontecimento do século, só menor que eventual queda da presidenta, queda pela qual a mídia golpista trabalha intensamente desde sua reeleição.
Mas vale a pena entender o que é essa agência e sua credibilidade.  Para tanto, bastam algumas consultas em sites da mídia, tanto da golpista como da independente.  A seguir, alguns exemplos.
Em 2011, o Estadão pensava diferente – veja seu mimimi quando Patópolis (ou Gothan City) foi rebaixada: “Standard & Poor’s não tem o direito de rebaixar os EUA”.  Essa mesma agência já rebaixou a França, além de Áustria, Espanha, Itália, Portugal, Malta, Eslovênia, Eslováquia e Chipre. Felizmente o mundo não acabou por isto, mas segundo a nossa mídia golpista e seus coxinhas amestrados é o fim do mundo para o Brasil ou, pelo menos, a senha para o golpe.
A agência marota é parceira da mídia faz tempo, como demonstrou a Carta Maior em 2013: “A Standard & Poor’s endossa a mídia, que retribui”.
Recentemente, em fevereiro, a própria Vênus Platinada estampou que “Standard & Poor’s pagará multa de US$ 1,37 bi por seu papel em crise”, referindo-se à punição da agência que não tem credibilidade por sua atuação na crise financeira de 2008, quando manteve a nota de risco A do banco de investimento Lehman Brothers até o momento de sua quebra, enganando muita gente.
Conclusão: é muito barulho por nada. E Lula tem toda a razão quando disse que o “rebaixamento do Brasil” não significa nada.  Completo: é mais um factoide que os derrotados nas urnas usam para convencer os mal informados de que o golpe à democracia é necessário ao Brasil.