sábado, dezembro 31, 2016

Invasão Zumbi

Se você pensou que o título se refere às hordas de coxinhas fantasiadas de carteiros ou de jogadores da CBF, que tomaram as ruas desde 2013, manipulados pela nossa mídia golpista e sonegadora, então você está errado.
O título se refere a um dos melhores filmes de zumbi que já vi.  Fica atrás apenas dos clássicos de George Romero, “A Noite dos Mortos-Vivos” (Night of the Living Dead, 1968) e “Despertar dos Mortos” (Dawn of the Dead, 1978), além dos engraçadíssimos “Todo Mundo Quase Morto” (Shaun of the Dead, 2004) do inglês Edgar Wright e “Zumbilândia” (Zombieland, 2009) do Ruben Fleischer.  Equipara-se talvez a “Extermínio” (28 Days Later..., 2002) do inglês Danny Boyle (de “127 Horas”, “Quem Quer Ser um Milionário?” e “Trainspotting – Sem Limites”).  Também acho que foi a melhor estreia em dezembro, apesar de ficar apenas uma semana em cartaz por baixa bilheteria em alguns cinemas, talvez porque não seja de Hollywood.  A coxinhada preferiu “Rogue One: Uma História Star Wars”, aquela bobagem infanto-juvenil de sempre.
“Invasão Zumbi” (Train to Busan) é dirigido por Sang-ho Yeon, e conta o drama do relacionamento de um pai ausente tentando salvar sua filhinha do apocalipse zumbi que explode na Coréia do Sul. É ação que prende a atenção do começo ao fim, levando até à participação da plateia nos momentos de maior suspense.  Recomendo para quem gosta de cinema de verdade.

Feliz Ano Novo!

Sobre a imprensa canalha


"Você pode dizer que a imprensa é resultado do meio, a imprensa é resultado da sociedade em que funciona. Certo. Mas, às vezes, por força de um indivíduo, ou por força de um pequeno grupo de indivíduos, ela pode se antecipar ao seu meio e fazer progredir esse meio. Mas a imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o país. Acho que uma das grandes culpadas das condições do país, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa".
Millôr Fernandes, jornalista carioca falecido em 2012, certamente desconhecido pela nossa classe média ignorante, não mentiu; estava certo.
A mídia, imprensa falada, escrita, televisiva e cinematográfica, sempre esteve concentrada nas mãos de cerca de uma dúzia de famiglias no Brasil (Mesquita, Frias, Marinho, Civita, Abravanel, Bloch, Kertész, Justus etc.) e, mais recentemente, de maçons, políticos e evangélicos. Não é preciso ter muita imaginação para desconfiar das intenções dessa gente. O problema é que tolos, de todas as classes, crédulos, acabam sendo hipnotizados e manipulados tais como os ratos de Hamelin.
O temeroso ano de 2016 acaba, se não durar outros 20 anos, com uma disputa inédita no submundo dos esgotos da nossa imprensa marrom: IstoÉ x Veja. A primeira concedeu o prêmio de "Brasileiro do Ano" a Michel Temer. A segunda bajula Marcela Temer como a aposta do governo ilegítimo, que aumentou em 624% a publicidade na editora Abril.
Joseph Pulitzer, que os patrouxinhas também não devem conhecer, pode ser apresentado a eles como o profeta dos tempos modernos porque antecipou tudo ao afirmar: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".

segunda-feira, dezembro 26, 2016

O sebastianismo e o moralismo sem moral

O herói da vez da coxinhada é um paladino da moral e da ética públicas? Seria comparável aos super-heróis infantilóides da Marvel e da D.C. Comics?  Confira: Tribunais superiores corrigem pelo menos 20 erros de Moro

Por falar nisso, vamos nos lembrar de alguns outros heróis do passado recente, alguns muito efêmeros:
  • ·         Demóstenes Torres (um dos mosqueteiros da ética da Veja, cuja sucursal em Brasília era manipulada pelo Cachoeira, amigo do tal moço-prodígio da direita)
  • ·         Joaquim Barbosa (herói do julgamento do mensalão do PT, que foi criado pelo PSDB em Minas Gerais pelo livre, leve e solto Eduardo ‘AI5-Digital’ Azeredo)
  • ·         Gilmar Mendes (juiz do STF indicado por FHC, que deu habeas corpus ao bankster Daniel Dantas, aos assassinos da irmã Dorothy, ao médico estuprador Abdelmassih, e que parece arroz de festa na mídia tucana)
  • ·         Eduardo Cunha (quem não se lembra do "Somos Todos Cunha" da coxinhada que foi vestida de carteiro à Av. Paulista?)
  • ·         O japonês e o hipster da Federal (antigamente se dizia que uma parte das mulheres se sentia atraída por homens de farda; hoje parte da classe média tem uma irresistível atração pela meganhagem). 

A direita troca mais herói e nome de partido do que camisa.  Nada mudou, além do herói da hora.
Ficou bem interessante o texto do historiador Leandro Karnal sobre os dias 'excepcionais' de hoje: Falta divã e sobra sociologia no debate político, em que ele avisa que Moro no poder repetiria Collor.
Concordo que não precisamos de sebastianismo, ou culto à personalidade.  Atribui-se aos chineses o dizer que pessoas pequenas falam de pessoas, pessoas medíocres ou comuns falam de fatos, e pessoas brilhantes ou sábias falam de ideias.  Aliás, Oscar Wilde, escritor irlandês, teria dito que "
algumas pessoas preferem ser medíocres; outras, quando resolvem não ser, correm o risco de perder amigos".
Particularmente, sou pragmático, coerente com minha classe de origem, e prefiro as ideias.  Para resumir o que penso sobre o que tem acontecido em nosso país, basta digitar no Google "dpz brazil", sem as aspas.  O 'desenho' é claro e não precisa de explicação, precisa?

domingo, novembro 27, 2016

Hasta Siempre, Fidel!

Está interessante hoje o editorial da Folha. Na verdade, são dois: “Não aprenderam nada” e “A perna longa da mentira”.  No primeiro, destaca-se que o comportamento dos políticos “continua a pautar-se pelo fisiologismo, autoritarismo e desprezo à opinião pública”, o que ficou evidenciado nas declarações de senadores tucanos, como o perdedor de Minas e o ex-assaltante de trem e carro pagador (Aloysio PQP VTNC Nunes). No segundo, a Folha critica as mentiras espalhadas pelas redes sociais e, em parte, com razão. No entanto, a responsabilidade é da própria mídia, no caso os jornalões e as revistas semanais, que perderam a credibilidade ao se tornarem porta-vozes de grupos ideológicos.  A própria Folha, enquanto empresa, colaborou com o regime fascista instaurado em 1964, considerado por ela uma “ditabranda”.
Ao contrário da Folha, o Estadão, embora seja confessadamente militante de direita, foi mais digno ao se referir à morte de Fidel. Enquanto a Folha, que sempre dá uma no cravo e outra na ferradura, usava pejorativamente termos como “comunista” e “ditador”, o Estadão teve uma postura, digamos, mais jornalística, não sei se por uma opção irônica, de quem “não chuta cachorro morto”.  Por outro lado, em relação ao governo Temer, ou desgoverno - para ser mais realista, o Estadão, mais conservador, reluta em admitir a decadência ética e econômica do país sob Temer.  Já a Folha, a julgar pelos editoriais e por seus colunistas, desembarca do governo ilegítimo que apoiou no início.
O abestado Trump, talvez falando para seus seguidores nazistas e fascistas, afirmou que Fidel Castro foi um ditador brutal e espera que o povo cubano “caminhe para a prosperidade e a liberdade”.  Logo ele, Trump, que burlou embargo americano, explorando oportunidades de negócios na ilha.  Ou seja, ele quer que haja liberdade de explorar e ser explorado, de vender e comprar bens de consumo não essenciais.  Em tempo: lembrando a tradição americana de fraudes eleitorais, como a de Bush em 2000, haverá recontagem de votos na Pensilvânia e no Wisconsin, enquanto a Califórnia pede um “Calexit” dos Estados Unidos.
A surpresa da semana foi a capa da revista Veja, que destacou, mesmo de forma secundária, o envolvimento dos tucanos preferidos de São Paulo em falcatruas.  Apesar da falta de credibilidade do pasquim sionista, talvez valha a pena ler “Como a Odebrecht operava a propina de Serra na Suíça” e “O santo nas planilhas da empreiteira é ele mesmo: Alckmin”.
Com a ascensão da direita no Brasil, nas Américas e no mundo, já é possível notar, por sorte, uma dissenção entre suas diversas correntes. Como disse Haddad, a próxima polarização será da direita com a extrema direita. E, quem diria, uma das maiores defensoras de Dilma, é a pecuarista goiana Kátia Abreu (PMDB, ex-PFL/DEM/PSD), que acertou ao dizer que “receber salário indevido também é corrupção”, sem citar nomes, criticando os supersalários de cerca de 13 mil servidores, marajás que recebem acima do teto, inclusive certos juizecos de primeira instância.

Nenhuma ditadura é conveniente, nem mesmo a ditadura da maioria no chamado mundo livre.  Sob a democracia e o capitalismo, a liberdade é diretamente proporcional ao quanto se tem no bolso ou na conta bancária. Em um mundo imperfeito, é verdade que o cubano não tem liberdade para ser escravo, para comprar o que não precisa, para eleger políticos que escondem dinheiro de propina em paraísos fiscais. Por outro lado, o cubano tem muito mais educação, saúde e segurança do que muita gente em países “democráticos e livres”.  A democracia nos moldes atuais está longe de ser perfeita, assim como o regime cubano, que nasceu de uma revolução e não de uma conciliação.  A exemplo do papa Francisco, segundo o qual a mídia desinforma, calunia e difama, também recebi com tristeza a notícia do falecimento de Fidel Castro.  O momento é de manifestações de pesar e não de ódio, infelizmente observadas nas redes sociais, especialmente de pessoas que desconhecem a História e de cristãos que continuam escolhendo Barrabás em detrimento daqueles que dividiram o pão e multiplicaram os peixes para saciar a muitos.

domingo, outubro 30, 2016

Política e Religião são a mesma coisa



A religião é a crença na existência de um poder superior que governa o mundo, enquanto a política é a arte de governá-lo. Ao longo da História, ambas, política e religião, sempre estiveram associadas.  Não é de hoje que à crença e ao poder há dissensão, divergência e oposição, que sempre resultaram em conflitos, disputas, dissidências, cismas, lutas e guerras.  Isso ocorreu, ocorre e sempre ocorrerá seja qual for a ideologia, a religião, a filosofia ou a política.

Hoje temos um exemplo claro e nítido: a eleição municipal no Rio de Janeiro.

De um lado está o candidato vencedor, Marcelo Crivella, do PRB (Partido Republicano Brasileiro), ex-PMR (Partido Municipalista Renovador) e dissidência do PL (Partido Liberal, hoje PR, Partido da República, do ex-vice-presidente José de Alencar), de centro-direita, conservador e democrata cristão. Crivella foi senador e é bispo licenciado da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus, neopentecostal), cujo fundador é Edir Macedo, dono do Grupo Record (quarto conglomerado de mídia, atrás de Globo, Folha e Abril).  Vale lembrar que os neopentecostais têm os pastores mais ricos do Brasil, segundo a revista Forbes, pela ordem: Edir Macedo, Valdemiro Santiago (dissidente da IURD), Silas Malafaia, R.R.Soares (cunhado de Edir Macedo) e o casal Hernandes da Igreja Renascer, totalizando fortunas maiores que um bilhão e meio de dólares!

Do outro lado está Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSOL-RJ (Partido Socialismo e Liberdade, dissidência do PT, Partido dos Trabalhadores), de esquerda, militante dos direitos humanos que atuou contra o tráfico de armas e as milícias, homenageado por José Padilha ao dirigir “Tropa de Elite2 – O Inimigo Agora É Outro” (2010).

Curiosamente, a mídia (sonegadora, manipuladora e golpista) trabalhou contra a candidatura de Crivella.  A revista Veja, com suas baixarias de sempre, chegou a publicar na capa da edição carioca a foto de Crivella tirada quando este foi preso em 1990 por ter tentado desalojar famílias de um terreno da IURD. E a Globo, como em outros pleitos disputados anteriormente por Crivella, atacou-o diariamente.  Por que será? Uma rápida pesquisa no Google mostra que a socialite dona Lily, viúva de Roberto Marinho, alemã da República de Weimar, nova cristã, católica, que tinha dinheiro na Suíça, se converteu ao espiritismo.  Não é à toa que a Globo produziu 13 novelas abordando o espiritismo entre 1989 e 2015, e tem promovido o roustainguista Chico Xavier, charlatão que apoiou a ditadura militar fascista – veja o vídeo acima.

Vemos então diversos antagonismos: direita e esquerda, Record e Globo, evangélicos pentecostais e espíritas roustainguistas. Dessa vez venceu a direita, a Record e os evangélicos.  É a democracia sob domínio e poder do dinheiro.

domingo, outubro 09, 2016

Chefe, se você espirrar, saúde!



Antigamente era comum a população cultuar os heróis do bem, entre os quais padres e pastores, bombeiros e policiais, “coronéis” e juízes, engenheiros (mas não os trabalhadores no engenho) e médicos. De uns tempos para cá, em plena era da informação, apesar da concentração da mídia nas mãos da Casa Grande, chegamos à conclusão de que não sobra sequer uma categoria que possa receber o título de bom-mocismo. Há canalhas e bandidos em todas as categorias e classes. E não apenas aqui, no Brasil, mas no mundo todo, inclusive no chamado primeiro mundo, para decepção dos vira-latas.
Vamos refletir hoje sobre a máfia das corporações médicas e farmacêuticas.  Não sei quem comete mais crimes contra a saúde pública, se a medicina (inclusive odontologia e farmácia) legal ou o charlatanismo e o curandeirismo (especialmente de evangélicos e kardecistas).

A saúde deveria ser obrigatoriamente pública, gratuita e de qualidade em qualquer lugar do mundo, mas não é.  Por que será? É interessante olhar esse tema sob o ponto de vista da doutora Ghislaine Lanctôt, autora do livro “The Medical Mafia: How to Get Out of it Alive and Take Back Our Health and Wealth”, do qual há versões em inglês e espanhol disponíveis para download na Internet. Outro ponto de vista importante é o de Michael Moore no documentário “SickO: SOS Saúde” sobre o drama vivido por americanos com a questão da saúde.  Daí, entendemos a razão do ataque dos conservadores ao presidente Obama (apesar das contradições do Obamacare) e ao nosso Sistema Único de Saúde, inclusive a gritaria das entidades médicas conservadoras e corporativistas (como AMB e CFM) e das oposições golpistas (como PSDB, DEM, PPS) contra o “Programa Mais Médicos”.

Para entender a máfia médica no Brasil não podemos nos esquecer do caso de tráfico de órgãos comandado por tucanos em Minas Gerais, do escândalo da fertilização in vitro em São Paulo, e da fraude praticada por médicos em pontos eletrônicos e plantões em hospitais públicos.  Cabe verificar também o papel da Justiça e da mídia nestes casos.
Hoje o Correio Braziliense põe em destaque a operação Mister Hyde, que investiga a participação de neurocirurgiões, ortopedistas e cirurgiões buco-maxilo-faciais em máfia que movimentou R$30 milhões.  Por outro lado, o Extra, da manipuladora, sonegadora e golpista Globo, informa que o desgoverno golpista, mesmo desmentindo a toda hora, “vai cortar Programa Farmácia Popular e tirar dinheiro de UPAs e SAMU”.

sábado, outubro 01, 2016

Clevelândia e O Lagosta



Nas últimas duas semanas estive em Cleveland, também conhecida por Clevelândia, que é uma cidade situada no condado de Cuyahoga, Ohio, Estados Unidos, com cerca de 400 mil habitantes e uns 2 milhões na região metropolitana.  Ao redor do centro, denominado Downtown, ficam os bairros pobres e, na periferia e subúrbios, os bairros ricos.  Há muitas obras em andamento e o trânsito é pesado na hora do rush.  Virtualmente todo mundo tem carro. Só há transporte público em Downtown, e na área restante, imprópria para pedestres, é raríssimo ver um taxi.  Há diversas cervejarias, como a Great Lakes Brewing CompanySem saber que a cidade é a campeã em roubo (primeira em burglary e segunda em robbery), segunda em estupro (rape), terceira em incêndio culposo (arson) e sétima em crime violento nos Estados Unidos (16 casos a cada 100 mil habitantes em 2014, o dobro de São Paulo), os vira-latas ficam extasiados com o Rock and Roll Hall of Fame and Museum e os estádios de baseball, futebol americano, basquete e hóquei no gelo em Downtown, além dos “shopping malls” nos subúrbios.  Contudo, em minha percepção, o melhor da região é o Lago Erie e o Parque Nacional do Vale de Cuyahoga, onde nossos coxinhas não costumam ir, talvez porque nestes lugares não haja nada para comprar.

O lago está entre o estado de Ontario (Canadá) e os estados americanos de Ohio, onde está Clevelândia, Pensilvânia e Nova Iorque, onde estão as Cataratas do Niágara, entre as cidades também chamadas Niagara Falls (a americana e a canadense).  As águas do lago Erie vêm do rio Detroit e desembocam ali através do rio Niágara. Embora não sejam tão numerosas quanto as cataratas do Iguaçu, vale a pena conhece-las também.

O parque nacional pode ser acessado pelos subúrbios Independence e Valley View, onde fica o restaurante italiano LockKeepers, um verdadeiro oásis na gastronomia local, entre o histórico canal Erie e o rio Cuyahoga. O nome se refere à guarda das chaves das comportas do canal abastecido pelo rio.
Clevelândia é a cidade natal de Wes Craves, diretor de “A Hora do Pesadelo” (A Nightmare on Elm Street;1984), “Pânico” (Scream; 1996) e “Paris, Te Amo” (Paris, je t’aime; 2006), este último dirigido junto com os irmãos Coen e diversos outros diretores. E, por falar em cinema, finalizo registrando que o melhor da viagem foi a volta, vendo abordo o distópico “O Lagosta” (The Lobster; 2015), do grego Yorgos Lanthimos, que também dirigiu “Dente Canino” (Kynodontas; 2009). Uma dica à classe média ignorante: bons exemplos de ficções distópicas são “1984” do George Orwell e “Admirável Mundo Novo” do Aldous Huxley.  O primeiro virou filme em 1956 (dirigido por Michael Anderson) e em 1984 (dirigido por Michael Radford).  “V de Vingança” (V for Vendetta; 2005) dos irmãos Wachowski, de “Matrix” (The Matrix; 1999), também é outro exemplo.